1. Descrição e escopo do problema
O desalinhamento da correia transportadora, comumente referido como desvio da correia, é o desvio da correia transportadora da linha central da estrutura do transportador. Esta questão representa um risco crítico para a continuidade operacional, integridade da correia e estabilidade estrutural. Este guia aborda transportadores de correia industriais que operam em ambientes pesados, incluindo instalações de manuseio, fabricação e processamento de materiais a granel.
Classificação de gravidade:
- Crítico: desalinhamento contínuo levando à destruição das bordas da correia, danos estruturais ou desligamento de emergência.
- Grande: desalinhamento intermitente resultando em derramamento significativo de material e aumento do desgaste da correia.
- Menor: Ligeira oscilação em torno da linha central, exigindo monitoramento, mas não a interrupção imediata das operações.
2. Precauções de segurança
PERIGO: Risco de energia armazenada e emaranhamento. Sempre execute o bloqueio/etiquetagem (LOTO) de acordo com OSHA 1910.147 ou padrões locais equivalentes antes de realizar quaisquer medições de diagnóstico ou ajustes mecânicos. Certifique-se de que todos os componentes do transportador, incluindo unidades de compensação por gravidade, estejam bloqueados ou protegidos contra movimento. Não fazer isso pode resultar em ferimentos graves ou morte. Use EPI apropriado, incluindo botas com biqueira de aço, luvas resistentes a cortes e proteção para os olhos em todos os momentos.
3. Ferramentas de diagnóstico necessárias
| Nome da ferramenta | Especificação/Modelo | Faixa de medição | Objetivo |
|---|---|---|---|
| Sistema de alinhamento a laser | Laser de alinhamento de dois eixos | Até 50m | Verifique a quadratura da polia e da estrutura |
| Medidor de tensão da correia | Tipo sônico ou mecânico | 0-50.000N | Meça a tensão da correia |
| Paquímetro digital | 0-300 mm | ±0,02mm | Meça o espaçamento e o desgaste da roda intermediária |
| Câmera térmica | Grau industrial | -20°C a 500°C | Identificar rodas-guia/atrito do rolamento emperrados |
| Borda reta | Aço retificado de precisão | 1m - 2m | Verifique o alinhamento da face da polia |
4. Lista de verificação de avaliação inicial
| Observação | Ação/Registro |
|---|---|
| Caminho do Cinturão | Observe o rastreamento nas seções da cabeça, cauda e intermediárias durante a corrida. |
| Carregamento de materiais | Verifique se a carga está centralizada. Observe a trajetória da carga desde o chute. |
| Condição de inatividade | Verifique se há rodas-guia emperradas ou danificadas. Use câmera térmica. |
| Emenda de cinto | Inspecione a emenda quanto à esquadria e possíveis danos. |
| Sistema de tensionamento | Verifique a posição de recolhimento quanto a deslocamento excessivo ou emperramento. |
5. Fluxograma de Diagnóstico Sistemático
- O desalinhamento da correia está ocorrendo em um ponto específico ou continuamente em todo o sistema?
- SE estiver em um ponto específico: inspecione os roletes e o suporte estrutural naquele local quanto a incrustações, danos ou desalinhamento.
- SE contínuo: Passe para diagnóstico de polia e carga.
- O carregamento do material está centralizado?
- SE Não: ajuste os defletores do chute para garantir o carregamento centralizado.
- SE Sim: Inspecione o alinhamento da polia.
- Todas as polias estão perpendiculares ao caminho da correia?
- SE Não: realinhe as polias. Certifique-se de que o eixo esteja alinhado com a linha central.
- SE Sim: Inspecione a tensão da correia.
- A tensão da correia está dentro das especificações do fabricante?
- SE estiver muito baixa: aumente a tensão (verifique a função de enrolamento).
- SE Muito Alta: Reduza a tensão para evitar desgaste excessivo do rolamento e fadiga da correia.
- A emenda está quadrada em relação às bordas da esteira?
- SE Não: corte novamente e emende novamente a esteira.
- SE SIM: Verifique se há danos na correia (alongamento irregular, danos nas bordas).
6. Matriz de Causa-Falha
| Sintoma | Causa provável (classificada) | Teste de diagnóstico | Resultado Esperado |
|---|---|---|---|
| A correia vagueia em uma roda intermediária específica | Roda intermediária apreendida/suja | Teste de rotação/câmera térmica | A polia deve girar livremente, temperatura < 50°C |
| A correia vagueia antes da polia principal | Desalinhamento da polia principal | Alinhamento a laser | Face da polia perpendicular à correia |
| A correia vagueia após o carregamento | Carregamento descentralizado | Observação visual | Material centrado na correia |
| Vagando contínua | Tensionamento incorreto | Medidor de tensão | Tensão dentro do limite de projeto |
| A correia vagueia na emenda | Emenda não quadrada | Medição (calibre) | Emendar bordas alinhadas com a correia |
7. Análise de causa raiz
7.1 Desalinhamento da Polia
As polias devem estar perfeitamente perpendiculares à linha central do transportador. Se uma polia estiver torta, a correia seguirá em direção ao lado com maior tensão (o lado “mais apertado”). O desalinhamento geralmente surge de instalação inicial inadequada, assentamento estrutural ou impacto mecânico.
7.2 Carregamento Descentralizado
A carga de material que não está centralizada na correia transportadora transmite uma força lateral, fazendo com que a correia se desloque do lado que recebe a maior carga de material. Isso causa desgaste irregular da correia e desalinhamento contínuo.
7.3 Imperfeições de emenda
Um corte não quadrado da correia durante a emenda resulta em uma distribuição desigual da tensão em toda a largura da correia. Isso cria um problema recorrente de rastreamento que ocorre precisamente uma vez por rotação da correia, à medida que a emenda passa pelos roletes.
7.4 Incrustação e apreensão da roda inativa
O acúmulo de material nas rodas-guia altera o diâmetro efetivo da roda-guia, fazendo com que a correia se afaste do acúmulo. As rodas-guia emperradas aumentam o atrito e evitam que a correia centralize naturalmente.
8. Procedimentos de resolução passo a passo
Correção do desalinhamento da polia:
- Execute LOTO.
- Use o sistema de alinhamento a laser para medir a perpendicularidade da polia em relação à linha central estrutural do transportador.
- Afrouxe os parafusos da caixa do rolamento da polia.
- Ajuste usando parafusos de elevação ou pacotes de calços para obter perpendicularidade.
- Reaperte os fixadores com o torque especificado.
- Remova o LOTO, opere o transportador em condições sem carga para verificar.
Ajuste da tensão da correia:
- Verifique a tensão atual usando um medidor de tensão sônico.
- Ajuste a unidade tensora (parafuso ou gravidade) para atingir o valor de tensão projetado (por exemplo, 5-10 kN dependendo do comprimento e da carga do transportador).
- Verifique a tensão em toda a largura da correia para garantir uma distribuição uniforme.
9. Medidas Preventivas
| Causa Raiz | Estratégia de Prevenção | Método de monitoramento | Intervalo |
|---|---|---|---|
| Incrustação de inativo | Instale limpadores/raspadores de correia | Inspeção visual | Semanalmente |
| Desalinhamento da polia | Verifique a integridade estrutural | Pesquisa de alinhamento a laser | Anual |
| Tensão da correia | Sistema de captação automática | Monitor de tensão | Contínuo |
10. Peças sobressalentes e componentes
| Descrição da peça | Especificação | Quando substituir | Categoria UNITEC |
|---|---|---|---|
| Inativo de impacto | Vários diâmetros/ângulos | Falha do rolamento/casca desgastada | Componentes do transportador |
| Rolamento de absorção | Esférico autocompensador | Vibração/ruído excessivo | Transmissão de energia |
| Raspador de cinto | Lâmina de poliuretano | Quando a borda é arredondada > 3mm | Componentes do transportador |
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11. Referências
- ASME B20.1: Norma de Segurança para Transportadores e Equipamentos Relacionados
- CEMA B105.1: Especificações para transportadores de correia
- ANSI/ASME B29.1: Correntes de rolos de transmissão de potência de precisão