Guia de Diagnóstico e Solução de Problemas: Bloqueio e Sobrecarga de Transportadores de Corrente

Technical analysis: Troubleshooting chain conveyor jamming and overload: chain elongation, sprocket wear, lubrication fa

1. Descrição do problema e âmbito de aplicação

Este manual destina-se ao diagnóstico e solução de problemas relacionados a bloqueios e sobrecargas de transportadores de corrente operados em empresas industriais da Ucrânia. Abrange causas comuns de falhas, como alongamento da corrente, desgaste da roda dentada, lubrificação insuficiente e acúmulo de material. Bloqueios e sobrecargas podem levar a paradas não planejadas de produção, danos ao equipamento e aumento dos custos de manutenção. Este manual se aplica a todos os tipos de transportadores de corrente utilizados para transportar materiais a granel, cargas artificiais e produtos na indústria pesada.

  • Falha crítica: Bloqueio total repentino do transportador, resultando na parada imediata da linha de produção. Requer intervenção imediata.
  • Mau funcionamento grave: travamentos frequentes ou intermitentes, causando uma diminuição significativa no desempenho e na carga da unidade.
  • Falha leve: Aumento de ruído, vibração ou flutuações de corrente do motor, indicando os estágios iniciais de um problema.

2. Precauções

AVISO! Antes de iniciar qualquer trabalho de diagnóstico ou reparo no transportador de corrente, precauções rigorosas de segurança devem ser seguidas para evitar ferimentos e danos ao equipamento. O não cumprimento dessas regras pode levar a consequências graves.

  • BLOQUEIO / ETIQUETA (LOTO): Execute sempre o procedimento de Bloqueio/Etiquetagem de acordo com as normas internas da empresa e os requisitos da DSTU EN 1037. Certifique-se de que todas as fontes de energia (elétrica, hidráulica, pneumática) estejam isoladas e bloqueadas. Verifique a ausência de tensão com dispositivos apropriados.
  • ENERGIA ARMAZENADA: Alguns transportadores podem ter sistemas de tensão de corrente (mola, hidráulico) ou acumuladores que armazenam energia. Antes de iniciar o trabalho, certifique-se de que toda a energia armazenada esteja descarregada ou bloqueada.
  • EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI): Use sempre EPI apropriado, incluindo óculos de segurança (DSTU EN 166), luvas de segurança (DSTU EN 388), sapatos de segurança (DSTU EN ISO 20345) e roupas de proteção. Ao trabalhar com ruído aumentado - equipamento de proteção auditiva (DSTU EN 352).
  • PONTOS DE FIXAÇÃO E PEÇAS MÓVEIS: Evite contato com peças móveis do transportador. Esteja atento aos pontos de esmagamento mesmo quando o transportador estiver desligado, mas tem potencial para se mover devido à tensão residual.
  • SUPERFÍCIES QUENTES: Alguns componentes (motor, redutor, rolamentos) podem ficar quentes após o funcionamento do transportador. Tome cuidado.

3. Ferramentas de diagnóstico necessárias

O seguinte conjunto de ferramentas é necessário para um diagnóstico eficaz:

Ferramenta Especificação/Modelo Faixa de medição Objetivo
Multímetro digital Classe de precisão não inferior a 0,5%, TRMS Tensão: até 1000 V CA/CC; Corrente: até 10 A CA/CC; Resistência: até 40 MΩ Medir a corrente do motor, verificar circuitos elétricos.
Analisador de vibração Faixa de frequência 10 Hz - 10 kHz, medição da velocidade de vibração RMS (RMS) Velocidade de vibração: 0 - 100 mm/s (RMS) Detecção de desequilíbrio, desalinhamento, defeitos em rolamentos e desgaste de componentes.
Termovisor (câmera infravermelha) Faixa de temperatura: -20°C a +350°C, sensibilidade térmica 0,05°C Temperatura: 0°C a +250°C Detecção de superaquecimento de rolamentos, motores, caixas de câmbio, pontos de fricção.
Medidor de desgaste de corrente Para o passo de corrente correspondente (ISO 606, DIN 8187/8188) Alongamento: até 3% do comprimento nominal Medição direta do alongamento da cadeia.
Paquímetro / Micrômetro Faixa: 0-300 mm (paquímetro); 0-25 mm (micrômetro), precisão 0,02 mm / 0,001 mm Dimensões: até 300 mm Medição do desgaste dos dentes da roda dentada e diâmetros do eixo.
Tacômetro (contato/sem contato) Faixa: 10 - 20.000 rpm Frequência rotacional: rev/min Medição da velocidade real do transportador e do motor.
Estroboscópio Faixa de frequência do flash: 50 - 10.000 Hz Frequência: Hz Controle visual do movimento da corrente e rodas dentadas sob carga.

4. Lista de verificação da avaliação inicial

Antes de iniciar um diagnóstico detalhado, é necessário coletar informações sobre o estado atual e o histórico do transportador:

Ponto de verificação Descrição da observação/gravação de dados Objetivo
Sintomas gerais Descreva exatamente o que aconteceu: bloqueio repentino, desaceleração gradual, ruídos incomuns, vibrações, cheiro de queimado, fumaça. Registre o tempo e as circunstâncias. Determine a natureza do mau funcionamento.
Condições de trabalho Qual material foi transportado? Qual era a temperatura ambiente? O transportador estava em plena capacidade? Identifique os fatores que podem ter contribuído para o mau funcionamento.
Registro de eventos/histórico de alarmes Verifique o painel de controle do transportador ou o sistema A/C quanto a códigos de erro, avisos de sobrecarga do motor, superaquecimento, etc. Registre a sequência de eventos. Obtenha o histórico de falhas e identifique sinais anteriores.
Visão geral Inspecione o transportador em todo o seu comprimento: presença de material acumulado, danos na corrente (elos quebrados, rolos), rodas dentadas (dentes quebrados, desgaste significativo), guias, estações tensoras. Identifique danos mecânicos óbvios ou objetos estranhos.
Nível de lubrificação Verifique o nível de óleo na caixa de engrenagens e no sistema de lubrificação centralizada (se aplicável). Verifique se há graxa na corrente. Avalie a condição do sistema de lubrificação.
Último serviço Quando foi realizada a última manutenção (lubrificação, ajuste de tensão, verificação de desgaste)? Foi realizado algum trabalho que possa afetar o transportador? Vincule a falha aos ciclos de serviço.
Aparência do material As propriedades do material transportado foram alteradas (umidade, tamanho das partículas, abrasividade)? Determine o efeito do material no transportador.

5. Diagnóstico sistemático (diagrama de blocos de soluções)

O diagnóstico de travamento e sobrecarga do transportador de corrente deve ser realizado sequencialmente:

  1. SINTOMA: O transportador parou repentinamente ou não dá partida com a corrente do motor excedendo.
    1. Verificação 1: Presença de objetos estranhos e acúmulo de material.
      • Ações: Após ativar o LOTO, inspecione cuidadosamente o caminho do transportador, a área de carga/descarga, as estações de tensionamento e condução.
      • SE for detectado um acúmulo significativo de material ou objeto estranho:
        1. Causa provável: Bloqueio devido a material ou objeto estranho.
        2. Ações: Remova a obstrução. Verifique o funcionamento do transportador.
      • SE não houver obstruções óbvias: Vá para 1.b.
    2. Verificação 2: Tensão e corrente do motor, status de proteção.
      • Ações: Cuidado ao vivo! Meça a tensão e a corrente do motor em todas as fases com um multímetro (pinças). Verifique o funcionamento dos relés térmicos, interruptores automáticos.
      • SE a corrente for significativamente maior que a nominal (maior que 120% da nominal) ao tentar dar partida:
        1. Causa provável: bloqueio mecânico do transportador ou falha do motor/caixa de engrenagens.
        2. Ações: Vá para 1.c.
      • SE a corrente estiver normal, mas o motor não girar:
        1. Causa provável: Mau funcionamento do motor (quebra de fase, curto entre espiras), acoplamento ou caixa de engrenagens.
        2. Ações: Ativando LOTO. Desconecte o motor da caixa de engrenagens. Tente ligar o motor sem carga. Verifique a resistência dos enrolamentos do motor. Se o motor funcionar, verifique a caixa de câmbio e a embreagem.
    3. Verificação 3: Verifique a tensão da corrente.
      • Ações: Ative o LOTO. Avalie visualmente a folga da corrente no braço intermediário. Meça a flecha de acordo com as recomendações do fabricante (geralmente 1-2% da distância entre os centros das rodas dentadas).
      • SE a corrente afundar muito (mais de 2%):
        1. Causa provável: Alongamento da corrente.
        2. Ações: Vá para a seção 7.1.
      • SE a tensão for excessiva (a corrente está esticada como uma corda):
        1. Causa provável: Ajuste inadequado ou emperramento da estação de tensão.
        2. Ações: Vá para a seção 7.4.
    4. Verificação 4: Avalie o desgaste da roda dentada.
      • Ações: Ative o LOTO. Inspecione os dentes da roda dentada de transmissão e tensão quanto a desgaste (desgaste do gancho, afiação, perfil irregular).
      • SE for encontrado desgaste significativo na roda dentada:
        1. Causa provável: Desgaste da roda dentada.
        2. Ações: Vá para a seção 7.2.
    5. Verificação 5: Status da lubrificação.
      • Ações: Ativar LOTO. Verifique a lubrificação dos elos da corrente. Avalie a qualidade do lubrificante (contaminação, descoloração).
      • SE a corrente estiver seca, enferrujada ou o óleo estiver sujo:
        1. Causa provável: Lubrificação insuficiente ou uso de óleo errado.
        2. Ações: Vá para a seção 7.3.
  2. SINTOMA: Aumento de ruído, vibração e solavancos durante a operação do transportador.
    1. Verificação 1: Inspeção visual do movimento da corrente.
      • Ações: Cuidado! Peças móveis! Observe o movimento da corrente ao longo de todo o seu comprimento, principalmente nas áreas de rodas dentadas, giros e estações de tensão. Use um estroboscópio para câmera lenta.
      • SE houver movimento irregular, corrente "flutuando" nos dentes da roda dentada ou movimentos bruscos frequentes:
        1. Causa provável: Alongamento da corrente e/ou desgaste da roda dentada.
        2. Ações: Vá para 2.b.
    2. Verificação 2: Medição de vibração.
      • Ações: Usando um analisador de vibração, meça a vibração nos rolamentos do motor, caixa de engrenagens, eixos de transmissão e eixos intermediários.
      • SE a vibração exceder os limites permitidos (por exemplo, mais de 4,5 mm/s de RMS para classe ISO 10816-3):
        1. Causa provável: Desgaste do rolamento, desalinhamento, alongamento da corrente, desgaste da roda dentada.
        2. Ações: Analise o espectro de vibração para identificar com precisão a fonte. Vá para as seções 7.1, 7.2.
    3. Verificação 3: Monitoramento de temperatura.
      • Ações: Usando um termovisor, meça a temperatura da carcaça do motor, da caixa de câmbio, dos rolamentos e das seções da corrente e da roda dentada.
      • SE a temperatura do rolamento exceder +70°C, ou caixa de engrenagens > +90°C, ou superaquecimento local significativo (>20°C em relação às áreas adjacentes):
        1. Causa provável: Lubrificação insuficiente, atrito excessivo, sobrecarga, desgaste de rolamentos/dentes.
        2. Ações: Vá para as seções 7.3, 7.4.

6. Matriz "Falha-Causa"

Sintoma Causas prováveis (em ordem decrescente de probabilidade) Teste de diagnóstico Resultado esperado (se a causa for confirmada)
O transportador emperra repentinamente, não inicia 1. Objeto estranho/Acúmulo significativo de material
2. Bloqueio da estação tensionadora
3. Quebra da corrente ou dano ao dente da roda dentada
4. Bloqueio do rolamento do eixo
Inspeção visual; Rolagem manual (após LOTO); Visão geral da estação de tensionamento A presença de um objeto estranho; A estação tensora não se move; Quebra/dano visível; O rolamento não gira.
Sobrecarga do motor, paradas frequentes, disparo de proteção 1. Alongamento excessivo da corrente
2. Desgaste significativo das rodas dentadas (especialmente da roda dentada)
3. Lubrificação insuficiente da corrente/rolamento
4. Acúmulo excessivo de material ao longo do trato
5. Ajuste incorreto da tensão da corrente (tensão excessiva)
Medição do alongamento da cadeia; Revisão de estrelas; Inspeção do sistema de lubrificação; Inspeção visual do trato; Medição da folga da corrente. Alongamento > 3%; Desgaste dos dentes em forma de gancho; Dobradiças secas ou enferrujadas; O material bloqueia o movimento; Folga < 1% ou muito apertada.
Aumento de ruído, trituração, solavancos da corrente 1. Extensão da cadeia
2. Desgaste das rodas dentadas
3. Lubrificação insuficiente
4. Desalinhamento de eixos / Deslocamento de suportes
5. Contaminação ou desgaste das guias
Medição do alongamento da cadeia; Revisão de estrelas; Verificação de lubrificação; Medição de desalinhamento de eixos (indicador); Inspeção visual dos guias. Extensão de corrente; Desgaste em forma de gancho; Falta de lubrificação; Desalinhamento > 0,1 mm; Desgaste visível das guias.
Superaquecimento local (rolamentos, corrente, caixa de engrenagens) 1. Lubrificação insuficiente
2. Desgaste do rolamento
3. Tensão excessiva da corrente
4. Sobrecarga do transportador
5. Mau funcionamento da caixa de velocidades
Termovisor; Verificação de lubrificação; Medição de tensão; Medição de corrente do motor; Inspeção da caixa de engrenagens (nível/qualidade do lubrificante). Temperatura do rolamento > 70°C; O rolamento “faz barulho”; Tensão excessiva; Corrente do motor > nominal; Lubrificante contaminado na caixa de velocidades.

7. Análise das causas raízes do mau funcionamento

7.1. Extensão de corrente

Explicação: O alongamento da corrente é um processo natural que ocorre devido ao desgaste das superfícies das juntas das dobradiças (dedos e buchas). Sob a influência da carga e do movimento cíclico, o metal das dobradiças desgasta-se gradativamente, aumentando o passo da corrente. Isso faz com que a corrente comece a girar de forma irregular nos dentes da roda dentada, causando choques, vibrações e aumento do atrito. De acordo com a DSTU EN ISO 606, o alongamento máximo permitido da corrente antes da substituição é de 3% do comprimento inicial.

Como confirmar: Ativação do LOTO. Use um medidor de alongamento de corrente ou o método manual: meça o comprimento de 10-20 passos da corrente (depende do comprimento total da corrente) sem tensão e compare com o comprimento nominal (N * passo da corrente). Calcule o alongamento percentual. Verifique várias seções do circuito.

Danos, se não forem eliminados: A carga irregular nos dentes das rodas dentadas leva ao seu desgaste acelerado, especialmente em forma de gancho. A vibração e o ruído aumentam, a carga nos rolamentos e na caixa de engrenagens aumenta. É possível que a corrente “salte” da roda dentada ou quebre-a, o que causará uma parada de emergência e danos significativos ao transportador e ao mecanismo de acionamento.

7.2. Desgaste da roda dentada

Explicação: O desgaste dos dentes da roda dentada é o resultado do contato e atrito constante com a corrente. As rodas dentadas estão sujeitas a desgaste abrasivo (especialmente quando o material atinge), desgaste por fadiga e desgaste por deslizamento, especialmente quando a corrente é estendida. Perfil dos dentes em forma de gancho, dentes afiados ou afinados indicam desgaste significativo, o que piora o engate com a corrente.

Como confirmar: Ativação do LOTO. Inspeção visual dos dentes da roda dentada. Preste atenção no perfil em forma de gancho, na afiação da parte superior dos dentes, no afinamento da base do dente. Use um paquímetro para medir a espessura do dente e compare com rodas dentadas novas ou com as tolerâncias de desgaste do fabricante.

Danos se não forem corrigidos: Rodas dentadas gastas não proporcionam um engate adequado com a corrente, resultando em "deslizamento", cargas de choque e aumento de vibração. Isso acelera o desgaste da corrente e dos rolamentos e pode causar a quebra da corrente ou da roda dentada, causando um acidente grave e tempo de inatividade.

7.3. Lubrificação insuficiente

Explicação: A lubrificação desempenha um papel crítico na redução do atrito e do desgaste nas juntas e rolamentos dos elos da corrente. A lubrificação insuficiente ou de baixa qualidade leva ao contato direto com as superfícies metálicas, o que causa um aumento significativo do atrito, desgaste intenso e superaquecimento. A alta temperatura reduz a viscosidade do lubrificante, prejudicando suas propriedades protetoras.

Como confirmar: Ativação do LOTO. Inspeção visual da corrente (especialmente das dobradiças) - ela deve estar coberta com uma fina película de graxa. Verifique o nível e o estado da graxa no sistema de lubrificação centralizada, se houver. Meça a temperatura da corrente e dos rolamentos com um termovisor durante a operação (se for seguro e possível).

Danos se não forem corrigidos: O aumento do atrito e o superaquecimento levam ao rápido alongamento da corrente, falha do rolamento, perda de eficiência do transportador e aumento significativo no consumo de energia. O resultado final é bloqueio do transportador, falha de componentes e reparos não programados.

7.4. Acúmulo de material e bloqueio da estação tensora

Explicação: O acúmulo excessivo de material transportado (materiais soltos, poeira, pequenas frações) na estrutura do transportador, sob a corrente, nas guias ou na área da estação tensora pode criar resistência adicional ao movimento da corrente. Isso aumenta a carga na unidade e pode causar emperramento. A estação tensora pode emperrar devido ao acúmulo de material ou corrosão, impedindo que a corrente compense seu alongamento.

Como confirmar: Ativação do LOTO. Uma inspeção visual completa de todo o trajeto do transportador, especialmente sob a corrente, nos locais de giro, tensionamento e estações de acionamento. Verifique a mobilidade da estação tensora, tente movê-la manualmente. Verifique se há corrosão ou interferência mecânica.

Dano se não for removido: o acúmulo de material causa sobrecarga do motor, aumento do desgaste da corrente e da roda dentada e pode causar emperramento total. O bloqueio da estação tensora não permite manter a tensão correta da corrente, o que leva à sua flacidez excessiva ou, inversamente, à tensão excessiva e à destruição.

8. Procedimentos passo a passo para solução de problemas

8.1. Eliminação do alongamento da cadeia

  1. Diagnóstico: Meça o alongamento da corrente. Se o alongamento exceder 3%, a corrente deverá ser substituída. Se o alongamento for inferior a 3% e houver margem de deslocamento da estação tensora, o ajuste poderá ser feito.
  2. Ajuste de tensão (para alongamento de até 3%):
    1. Ativação de LOTO.
    2. Afrouxe a fixação da estação tensora.
    3. Use os parafusos de ajuste ou o sistema hidráulico para mover a roda dentada intermediária até que a curvatura ideal seja alcançada. Afundamento típico: 1-2% da distância entre os centros das rodas dentadas no ramo ocioso. Controle o afundamento no centro do vão.
    4. Aperte os fixadores da estação tensora com o torque recomendado pelo fabricante (por exemplo, 150-200 Nm para parafusos M20).
    5. Verificação: Remover LOTO. Faça um teste de funcionamento do transportador sem carga e depois com carga. Verifique a suavidade do movimento da corrente, a ausência de solavancos, vibrações e ruídos excessivos. Monitore a corrente do motor.
  3. Substituição da corrente (para alongamento superior a 3%):
    1. Ativação do LOTO.
    2. Desmonte a corrente antiga. Pode ser necessário cortá-lo ou separá-lo com uma ferramenta especial.
    3. Instale uma nova corrente. Certifique-se de que a direção do deslocamento da corrente esteja de acordo com as recomendações do fabricante.
    4. Ajuste a tensão da nova corrente conforme descrito acima.
    5. Verificação: Remover LOTO. Faça um teste, controlando os parâmetros. Certifique-se de que todas as conexões estejam seguras.

8.2. Substituição de rodas dentadas gastas

  1. Diagnóstico: Inspecione os dentes da roda dentada quanto a desgaste semelhante a um gancho e afiação.
  2. Substituição:
    1. Ativação de LOTO.
    2. Desmonte a roda dentada de transmissão (ou tensão). Extratores e ferramentas especiais podem ser necessários.
    3. Instale uma nova roda dentada. Certifique-se de que ele esteja orientado corretamente e assentado no eixo sem folga. Fixe-o de acordo com as instruções (por exemplo, com um torque de 300 Nm para uma conexão em cunha).
    4. Crítico: Se a roda dentada for substituída, é sempre recomendado que a corrente também seja substituída, pois uma roda dentada desgastada e uma corrente estendida antiga não funcionarão juntas de maneira eficaz e acelerarão o desgaste do novo componente.
    5. Verificação: Remover LOTO. Faça um teste de funcionamento, controlando a suavidade do movimento, a ausência de ruídos e vibrações.

8.3. Restauração e otimização da lubrificação

  1. Diagnóstico: Inspeção visual da corrente, verificando o nível e a qualidade do lubrificante na caixa de engrenagens e no sistema de lubrificação.
  2. Procedimento:
    1. Ativação de LOTO.
    2. Limpe completamente a corrente de graxa velha, poeira e partículas abrasivas. Use produtos de limpeza apropriados.
    3. Utilize o lubrificante de corrente recomendado pelo fabricante (por exemplo, lubrificante mineral com aditivos adesivos ISO VG 220-460 ou lubrificante sintético para altas temperaturas). Aplique graxa no interior da corrente para que ela penetre nas juntas.
    4. Verifique e complete o nível de óleo na caixa de engrenagens até a marca. Se o lubrificante estiver sujo, substitua-o completamente.
    5. Verifique o funcionamento do sistema de lubrificação centralizada: pressão (típica 5-10 bar), disponibilidade de graxa em todos os pontos, configuração dos intervalos de fornecimento de graxa.
    6. Verificação: Remover LOTO. Inicie o pipeline. Verifique visualmente se há lubrificação suficiente. Usando um termovisor, monitore a temperatura da corrente, rolamentos, caixa de engrenagens - ela deve se estabilizar em um nível normal.

8.4. Eliminação do acúmulo de material e travamento da estação tensionadora

  1. Diagnóstico: Inspeção visual, tentativa de mover manualmente a estação tensionadora.
  2. Procedimento:
    1. Ativação de LOTO.
    2. Limpe minuciosamente todo o trajeto do transportador do material acumulado, principalmente sob a corrente, nas guias, na área das rodas dentadas e estações tensoras. Use pás, escovas, aspiradores de pó.
    3. Se a estação de tensão estiver presa:
      • Limpe-a de material e corrosão.
      • Lubrifique os elementos guia e as conexões roscadas.
      • Tente desenvolvê-lo usando ferramentas de impacto leve e lubrificante penetrante.
      • Substitua os elementos danificados da estação tensora (por exemplo, parafusos desgastados, buchas).
    4. Verificação: Remover LOTO. Faça um teste. Certifique-se de que a estação tensora se mova livremente (se for automática) e que não haja acúmulo de material.

9. Precauções

A causa raiz Estratégia de prevenção Método de monitoramento Intervalo recomendado
Extensão de corrente Ajuste regular de tensão. Utilização de cadeias de qualidade. Lubrificação ideal. Medição do alongamento da cadeia; controle visual da flacidez. Mensalmente (ou a cada 200 horas de trabalho).
Desgaste da roda dentada Substituição oportuna da corrente estendida. O uso de rodas dentadas de aço de alta qualidade. Inspeção visual dos dentes da roda dentada; medição de perfil. Uma vez por trimestre (ou a cada 500 horas de operação).
Lubrificação insuficiente Desenvolvimento e cumprimento do cronograma de lubrificação. Uso de lubrificantes recomendados. Controle visual da presença de lubrificante; inspeção do sistema de lubrificação centralizada; controle de temperatura com um termovisor. Semanal (visual); Mensalmente (sistema); Trimestralmente (temperatura).
Acúmulo de material Limpeza regular do transportador. Instalação de raspadores e limpadores. Otimização de nós de carga/descarga. Inspeção visual da via transportadora; controle de raspadores. Alternadamente / Semanalmente.

10. Peças sobressalentes e componentes

Descrição da peça Especificação/Padrão Quando substituir Categoria UNITEC
Corrente de transmissão Corrente de rolos, DSTU EN ISO 606 (DIN 8187/8188), passo [mm], número de carreiras [uma/duas], classe de aço [por exemplo, 40Mn]. Com alongamento > 3%, danos visíveis (fissuras, elos quebrados). Correntes de transmissão
Roda dentada Material [por ex. C45], Número de dentes [Z], Passo [mm], Diâmetro de ajuste [mm], Tipo [Única Face/Dupla Face]. Com desgaste dos dentes em forma de gancho, agravamento, afinamento significativo. Sempre ao substituir a corrente. Rodas dentadas
Roda dentada de tensão Da mesma forma, o acionamento, o material, o número de dentes, o passo. Com desgaste significativo dos dentes, deformação. As rodas dentadas estão tensionadas
Rolamentos do eixo (transmissão/tensão) Tipo [por exemplo, 22216K], Tamanho [DxL, mm], Classe de precisão [P0/P6], Fabricante. Com ruído significativo, vibração, superaquecimento e folga. Rolamentos
Lubrificante para correntes Tipo [por exemplo, mineral/sintético], viscosidade [ISO VG 220-460], propriedades adesivas. Conforme cronograma de lubrificação, em caso de contaminação. Materiais lubrificantes
Lubrificante para caixas de velocidades Tipo [por exemplo, GL-5], viscosidade [ISO VG 320/460]. Conforme cronograma, em caso de poluição, rebaixamento do nível. Materiais lubrificantes
Dispositivo de tensão Modelo, tipo (parafuso/mola/hidráulico), tamanho. Em caso de danos mecânicos, emperramento, impossibilidade de ajuste. Componentes do transportador

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11. Links

  • DSTU EN ISO 606:2018 (EN ISO 606:2015, IDT) Correntes de rolos de transmissão. Características técnicas.
  • DSTU EN ISO 10816-3:2004 Vibração. Avaliação da vibração da máquina com base em resultados de medição em peças estacionárias. Máquinas industriais com potência nominal superior a 15 kW e velocidade nominal de 120 rpm a 15.000 rpm.
  • DSTU EN 1037:2018 (EN 1037:1995 + A1:2008, IDT) Segurança de máquinas. Prevenção de início inesperado.
  • Manual de operação e manutenção para um tipo específico de transportador de corrente (documentação OEM).
  • Normas internas da UNITEC-D para segurança e manutenção de equipamentos transportadores.

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