1. Âmbito e Objetivo
Este guia de manutenção fornece um procedimento completo, passo a passo, para a instalação e verificação corretas de sensores de vibração industriais, incluindo acelerômetros e sensores de proximidade. Os princípios e métodos detalhados aqui são essenciais para o estabelecimento de programas confiáveis de monitoramento da condição de máquinas em diversos setores industriais, garantindo a conformidade com as normas da série ISO 10816 e as especificações dos fabricantes de equipamentos originais (OEMs). Este guia é aplicável durante o comissionamento de equipamentos, a manutenção preventiva de rotina e a integração de sistemas de monitoramento de vibração novos ou de substituição em máquinas rotativas.
O principal objetivo da instalação precisa de sensores de vibração é permitir a detecção precoce de falhas mecânicas, como desbalanceamento, desalinhamento, defeitos em rolamentos e desgaste de engrenagens. A instalação adequada garante a integridade dos dados, o que é fundamental para estratégias eficazes de manutenção preditiva e para maximizar o tempo de atividade dos ativos, contribuindo, em última análise, para um retorno positivo sobre o investimento (ROI) por meio da redução de paradas não planejadas e custos de manutenção.
2. Precauções de segurança
AVISO: Todos os procedimentos de manutenção devem ser realizados em estrita conformidade com os protocolos de bloqueio/etiquetagem (LOTO) específicos da instalação, conforme as normas NFPA 70E e OSHA 29 CFR 1910.147 . A falha em desenergizar e bloquear adequadamente o maquinário pode resultar em ferimentos graves ou morte.
AVISO: Sempre utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados, incluindo óculos de segurança (ANSI Z87.1), protetores auriculares (ANSI S12.6) e luvas resistentes a cortes (ANSI/ISEA 105), ao trabalhar em ou perto de máquinas.
AVISO: Tenha extrema cautela ao trabalhar com sistemas elétricos. Verifique se os circuitos estão desenergizados usando um multímetro devidamente calibrado e com a especificação correta antes de fazer qualquer conexão ou desconexão. Respeite todas as normas de proteção contra arco elétrico.
AVISO: Tenha cuidado com superfícies quentes, pontos de esmagamento e componentes rotativos durante todas as fases da instalação.
3. Ferramentas e materiais necessários
| Ferramenta/Material | Especificação | Quantidade |
|---|---|---|
| Sensor(es) de vibração | Acelerômetro (IEPE, 100 mV/g, resposta de frequência ±3dB de 0,5Hz a 10kHz) ou sonda de proximidade (ponta de 5mm, 200mV/mil, 80V/in) | Conforme necessário |
| Cabo(s) do sensor | Conector blindado, de baixo ruído e de tipo específico (ex.: MIL-C-5015, BNC) | Conforme necessário |
| Sistema de Aquisição de Dados | Coletor de dados portátil (ex.: 4 canais, 12800 linhas de resolução) ou sistema de monitoramento online | 1 |
| Gerador/Agitador de Sinal | Capaz de produzir frequências conhecidas (ex.: 10Hz-5kHz) e amplitudes. | 1 |
| Multímetro | True RMS, CAT III 600V, com capacidades de medição de capacitância e frequência. | 1 |
| Chave dinamométrica | Digital ou tipo clique, alcance de 0,5 a 25 Nm (4 a 180 pol-lb), calibrado segundo a norma ISO 6789. | 1 |
| Furar | Elétrica ou pneumática, adequada para perfuração de materiais de revestimento de máquinas de perfuração. | 1 |
| Conjunto de torneiras | Rosca de montagem do sensor compatível (ex.: 1/4-28 UNF, M8x1,25) | 1 conjunto |
| Parafusos/Adaptadores de Montagem | Aço inoxidável, rosca com tamanho adequado para sensor e máquina. | Conforme necessário |
| Retificadora de superfície/Lima | Para preparação da superfície | 1 |
| Adesivo | Epóxi bicomponente (ex.: Loctite Hysol 9340), tempo de cura <24 horas | Conforme necessário (para montagem adesiva) |
| Indicador de mostrador/Calibradores de folga | Precisão ±0,01 mm (0,0004 pol.) | 1 conjunto (para sensores de proximidade) |
| Abraçadeiras/Braçadeiras de Cabo | Resistente aos raios UV, de grau industrial. | Conforme necessário |
| Solvente de limpeza | Isopropanol ou acetona (grau industrial) | Conforme necessário |
| Trava-roscas | Resistência média (ex: Loctite 243) | Conforme necessário |
| Fita de blindagem de cabos | Fita de cobre ou alumínio | Conforme necessário |
4. Lista de verificação para inspeção pré-manutenção
| Item | Verificar | Critérios de aceitação/rejeição | Notas |
|---|---|---|---|
| Integridade do sensor | Inspeção visual para detecção de danos físicos (rachaduras, amassados) e componentes soltos. | Sem danos visíveis. Pinos do conector limpos e retos. | Substitua os sensores danificados. |
| Continuidade e resistência do cabo | Use um multímetro para verificar circuitos abertos/curtos-circuitos e a impedância adequada. | Resistência do cabo <1 Ohm por metro. Sem curtos-circuitos entre os condutores ou a blindagem. | Substitua os cabos defeituosos. Certifique-se de que a blindagem esteja intacta. |
| Local de montagem | Verificar a localização em relação aos desenhos da máquina/recomendações do fabricante para uma aquisição de dados ideal. | A localização é rígida, representativa da dinâmica da máquina e acessível para manutenção. | Evite, se possível, nervuras estruturais, placas finas ou tampas nas extremidades que não são de acionamento. |
| Preparação da superfície de montagem | Inspecione a superfície em busca de tinta, ferrugem, detritos ou curvatura excessiva. | A superfície é limpa, plana (desvio <0,025 mm / 0,001 pol. em relação à base do sensor) e lisa (Ra <3,2 µm). | Prepare a superfície conforme necessário. |
| Sistema de Aquisição de Dados (DAS) | Verifique a funcionalidade do DAS, o nível da bateria (para unidades portáteis) e a configuração do software. | O sistema DAS liga, comunica e é configurado para o tipo de sensor e faixas de medição corretos. | Carregar as baterias. Atualizar o software/firmware. |
| Condições Ambientais | Verificar temperatura ambiente, presença de fontes de EMI/RFI e umidade. | As condições estão dentro das especificações de operação do sensor (temperaturas típicas de -40°C a +120°C / -40°F a +250°F). | Considere o uso de sensores de alta temperatura ou blindagem EMI, se necessário. |
5. Procedimento passo a passo
5.1. Preparação para a Instalação
- AÇÃO: Implementar os procedimentos de bloqueio/etiquetagem (LOTO) na máquina em questão.
- AÇÃO: Verifique o estado de energia zero usando o multímetro (verificações de tensão e corrente).
- AÇÃO: Limpe a superfície de montagem designada.
- AÇÃO: Prepare a superfície de montagem, garantindo que esteja plana e lisa.
INSTRUÇÕES ESPECÍFICAS: Utilize um solvente de limpeza industrial (ex.: isopropanol) para remover toda a graxa, óleo e contaminantes. Certifique-se de que a superfície esteja seca antes de prosseguir.
INDICADORES VISUAIS: A superfície está visivelmente limpa, sem resíduos. O solvente evaporou completamente.
ERROS COMUNS: Não limpar completamente a superfície, deixando resíduos que comprometem o acoplamento do sensor.
VALORES ESPECÍFICOS: Retifique ou lime a superfície para obter uma tolerância de planicidade de <0,025 mm (0,001 pol.) no diâmetro da base do sensor e um acabamento superficial (Ra) de <3,2 µm (125 micropolegadas).
INDICADORES VISUAIS: A superfície apresenta aspecto fosco, sem brilho, e é lisa ao toque. Uma régua colocada sobre a superfície não revela frestas de luz.
ERROS COMUNS: Deixar superfícies ásperas ou irregulares, o que atenua a transmissão de vibrações de alta frequência.
5.2. Métodos de Montagem do Sensor
5.2.1. Montagem com pino (acelerômetros)
- AÇÃO: Marque e faça o furo de montagem.
- AÇÃO: Faça uma rosca no furo perfurado.
- AÇÃO: Instale o parafuso de fixação.
- AÇÃO: Monte o acelerômetro no parafuso.
VALORES ESPECÍFICOS: Use uma broca com a rosca adequada para o pino do sensor (por exemplo, 5,5 mm para M6x1,0, 5,2 mm para 1/4-28 UNF). A profundidade da broca deve ser suficiente para acomodar o comprimento do pino mais 2 a 3 filetes de rosca além do pino. Para um pino típico de 1/4-28 UNF com 5 mm de comprimento, faça um furo de aproximadamente 8 mm de profundidade.
INDICADORES VISUAIS: O furo está perpendicular à superfície. Não há rebarbas ao redor do furo. Os cavacos da broca foram completamente removidos.
ERROS COMUNS: Perfuração muito rasa (engate insuficiente da rosca) ou muito profunda (enfraquece o revestimento). Não remover as rebarbas.
VALORES ESPECÍFICOS: Utilize o macho de rosca correto para o parafuso do sensor (ex.: M6x1,0, 1/4-28 UNF). Utilize fluido de corte para garantir roscas limpas.
INDICADORES VISUAIS: Roscas limpas, afiadas e consistentes. Rosca do parafuso prisioneiro entra suavemente com a mão.
ERROS COMUNS: Rosquear de forma incorreta ou usar o macho errado, resultando em uma montagem frouxa.
INSTRUÇÕES ESPECÍFICAS: Aplique 1 a 2 gotas de trava-rosca de média resistência (ex.: Loctite 243) nas roscas do parafuso prisioneiro que se encaixam na carcaça da máquina. Instale o parafuso prisioneiro até que esteja firme. Se estiver usando um parafuso prisioneiro de dupla extremidade, certifique-se de que a extremidade correta para o sensor esteja exposta.
INDICADORES VISUAIS: O parafuso está firmemente encaixado e perpendicular. O trava-rosca está visível ao redor da base do parafuso. Aguarde o tempo de cura adequado, se especificado pelo fabricante do trava-rosca (por exemplo, 20 minutos para a cura inicial, 24 horas para a resistência total).
ERROS COMUNS: Apertar demais o parafuso prisioneiro (pode danificar a rosca) ou não usar trava-rosca (o parafuso prisioneiro pode se soltar).
VALORES ESPECÍFICOS: Aperte o sensor manualmente no parafuso prisioneiro. Usando uma chave dinamométrica, aperte o sensor com o torque especificado pelo fabricante. Valores típicos: 2,8-5,6 Nm (25-50 pol-lb) para 1/4-28 UNF; 3,0-6,0 Nm (27-53 pol-lb) para M6x1,0. Use um soquete de impacto com a chave dinamométrica para evitar danos ao sensor. Certifique-se de que a orientação da fiação interna esteja alinhada com o eixo da máquina para sensores triaxiais.
INDICADORES VISUAIS: O sensor está firmemente encaixado na superfície da máquina. Não há folgas visíveis. A chave dinamométrica emite um clique/indica o torque especificado.
ERROS COMUNS: Aperto insuficiente (acoplamento frouxo, resposta de frequência inadequada), aperto excessivo (danos ao sensor ou ao parafuso), não utilização de uma chave dinamométrica.
5.2.2. Montagem adesiva (acelerômetros)
- AÇÃO: Prepare a superfície de montagem conforme a Seção 5.1.
- AÇÃO: Aplicar adesivo industrial.
- AÇÃO: Posicione e fixe o sensor.
- AÇÃO: Deixe o adesivo curar.
INSTRUÇÕES ESPECÍFICAS: Misture o adesivo epóxi bicomponente de acordo com as instruções do fabricante. Aplique uma camada fina e uniforme (por exemplo, de 0,5 a 1,0 mm de espessura) na base do sensor ou diretamente na superfície preparada da máquina.
INDICADORES VISUAIS: O adesivo está distribuído uniformemente. Sem bolhas de ar. Certifique-se de que o adesivo não obstrua as roscas do conector.
ERROS COMUNS: Aplicar adesivo em excesso (amortece a vibração), aplicar pouco adesivo (adesão deficiente), não misturar bem.
INSTRUÇÕES ESPECÍFICAS: Pressione o sensor firmemente sobre a camada adesiva, girando-o ligeiramente para eliminar bolhas de ar. Aplique pressão constante por 30 a 60 segundos. Certifique-se de que a orientação do sensor esteja correta (por exemplo, com o eixo sensível alinhado). Mantenha a temperatura ambiente entre 20 e 25 °C (68 a 77 °F) para uma cura ideal.
INDICADORES VISUAIS: O sensor está nivelado com a superfície. O excesso de adesivo foi removido uniformemente ao redor da base. O sensor permanece imóvel.
ERROS COMUNS: Não segurar o sensor por tempo suficiente, permitindo que ele se desloque durante a cura inicial. Orientação incorreta.
VALORES ESPECÍFICOS: Consulte a ficha técnica do fabricante do adesivo para o tempo de cura total. A cura inicial típica para manuseio é de 4 a 6 horas, e a cura total para operação é de 24 horas a 22 °C (72 °F) . Os tempos de cura variam com a temperatura; temperaturas mais baixas aumentam significativamente o tempo de cura.
INDICADORES VISUAIS: O adesivo é rígido e não pegajoso. O sensor está fixado de forma firme.
ERROS COMUNS: Aplicar vibração ao sensor antes da cura completa, comprometendo a adesão.
5.2.3. Suporte Magnético (Acelerômetros)
- AÇÃO: Prepare a superfície de montagem conforme a Seção 5.1.
- AÇÃO: Fixe a base magnética.
VALORES ESPECÍFICOS: Certifique-se de que a base magnética esteja limpa e livre de partículas ferrosas. Para obter a melhor qualidade de dados, use uma base magnética plana (ímãs de terras raras são recomendados) sobre uma superfície ferromagnética perfeitamente plana. Evite superfícies pintadas. Certifique-se de que a força de atração magnética mínima seja de 150 N (33,7 lbf) para uma fixação segura.
INDICADORES VISUAIS: A base magnética fixa-se firmemente à superfície. Sem oscilação ou movimento. O sensor está rigidamente preso ao íman.
ERROS COMUNS: Utilizar em materiais não ferrosos, superfícies pintadas ou em chapas metálicas finas que podem ressoar. Este método destina-se principalmente a medições temporárias ou monitoramento baseado em rotas, não a monitoramento contínuo online.
5.2.4. Instalação da sonda de proximidade (para mancais de película fluida)
- AÇÃO: Instale o suporte de montagem.
- AÇÃO: Instale a sonda de proximidade no suporte.
- AÇÃO: Ajuste a distância entre as sondas.
- AÇÃO: Meça a descontinuidade elétrica.
VALORES ESPECÍFICOS: Fixe o suporte à carcaça da máquina utilizando os parafusos apropriados. Certifique-se de que o suporte esteja rígido e permita o ajuste preciso da ponta da sonda. Aperte os parafusos de fixação com o torque especificado pelo fabricante (por exemplo, 20-25 Nm / 15-18 ft-lb para parafusos M10 ).
INDICADORES VISUAIS: O suporte está firmemente fixado, sem movimento ou flexão. Os parafusos de montagem estão devidamente apertados.
ERROS COMUNS: Usar um suporte frágil que introduza vibração ou movimento desnecessários.
VALORES ESPECÍFICOS: Rosqueie a sonda no suporte até que sua ponta esteja a aproximadamente 2,5 mm (100 mil) da superfície do eixo. Certifique-se de que a sonda esteja perpendicular à superfície do eixo, com um desalinhamento máximo de ±0,5 grau .
INDICADORES VISUAIS: A ponta da sonda não interfere na rotação do eixo. O corpo da sonda está firme no suporte. Use um esquadro de precisão para verificar a perpendicularidade.
ERROS COMUNS: Danificar a ponta da sonda ao bater no eixo durante a instalação. Perpendicularidade incorreta.
VALORES ESPECÍFICOS: Usando um relógio comparador ou calibradores de folga, ajuste com precisão a distância (folga) entre a ponta da sonda e o eixo. A folga operacional típica para uma sonda de 5 mm é de 1,25 a 1,90 mm (50 a 75 milésimos de polegada) . Consulte a documentação do fabricante para obter os valores específicos. Trave a sonda no lugar após o ajuste da folga. Verifique a leitura da folga em relação à tensão CC de saída do driver/oscilador-demodulador da sonda (por exemplo, de -8 VCC a -12 VCC para uma sonda de 200 mV/milésimos de polegada, onde -10 VCC normalmente corresponde à faixa intermediária de sensibilidade).
INDICADORES VISUAIS: A folga física medida corresponde à desejada. A tensão CC de saída da unidade de acionamento confirma a configuração da folga de acordo com a sensibilidade da sonda (por exemplo, -10 VCC para uma sonda de 5 mm com faixa completa de 10 V/mm, configurada para uma folga de 2,5 mm).
ERROS COMUNS: Ajuste incorreto da folga (levando a uma resposta não linear ou danos à sonda), não verificar a saída CC.
VALORES ESPECÍFICOS: Gire o eixo lentamente com a mão (se seguro e viável) ou utilize um mecanismo de rotação. Registre a variação pico a pico da tensão CC de saída do driver da sonda. Essa variação representa o desvio radial, que idealmente deve ser inferior a 25% da amplitude de vibração total permitida para a máquina. Se o desvio radial for excessivo (por exemplo, >0,025 mm / 1 mil), investigue imperfeições na superfície do eixo (arranhões, magnetização) ou reavalie a posição da sonda.
INDICADORES VISUAIS: Saída de tensão CC estável durante a rotação do eixo ou flutuação mínima dentro dos limites aceitáveis.
ERROS COMUNS: Ignorar a oscilação elétrica excessiva, que pode mascarar a vibração mecânica real.
5.3. Instalação e gerenciamento de cabos
- AÇÃO: Passe os cabos dos sensores.
- AÇÃO: Prenda os cabos.
- AÇÃO: Conecte os cabos aos sensores e ao sistema de aquisição de dados.
VALORES ESPECÍFICOS: Direcione os cabos longe de fontes de calor (acima de 60 °C / 140 °F), bordas afiadas e linhas de energia de alta tensão (acima de 1000 V). Mantenha uma separação mínima de 300 mm (12 pol.) de cabos de energia não blindados e de 150 mm (6 pol.) de cabos de energia blindados.
INDICADORES VISUAIS: Os cabos seguem um caminho desimpedido, evitando zonas de potencial dano. Sem dobras ou curvas excessivas (raio de curvatura mínimo normalmente de 5 a 10 vezes o diâmetro do cabo).
ERROS COMUNS: Passar os cabos de forma desordenada, o que pode causar danos ou interferência no sinal.
VALORES ESPECÍFICOS: Utilize abraçadeiras ou grampos de cabo de grau industrial a cada 300-500 mm (12-20 pol.) ao longo do percurso do cabo. Certifique-se de que as entradas de cabos nas caixas de junção estejam devidamente apertadas com um torque de 1,5-2,0 Nm (13-18 pol-lb) para uma vedação à prova de intempéries (IP67/NEMA 4X).
INDICADORES VISUAIS: Os cabos estão firmemente fixados, sem folgas ou seções soltas. As conexões estão bem apertadas.
ERROS COMUNS: Apertar demais as abraçadeiras (pode comprimir os condutores), suporte insuficiente que leva à falha por fadiga.
VALORES ESPECÍFICOS: Certifique-se de que os conectores estejam limpos e secos. Para conectores rosqueados (por exemplo, MIL-C-5015), aperte manualmente até ficarem firmes e, em seguida, use uma chave para girar mais 1/8 a 1/4 de volta . Para conectores BNC, gire até obter um travamento firme. Verifique as conexões de aterramento/blindagem adequadas no DAS para evitar loops de terra. A blindagem deve ser aterrada em apenas uma extremidade, normalmente no DAS. Meça a continuidade da carcaça do sensor até o ponto de aterramento do DAS para confirmar a continuidade adequada da blindagem (alvo <1 Ohm).
INDICADORES VISUAIS: Os conectores estão totalmente encaixados e seguros. Não há condutores expostos. O multímetro confirma a integridade do circuito de aterramento.
ERROS COMUNS: Conexões soltas (sinal intermitente), blindagem inadequada (ruído), fiação incorreta (danos ao sensor).
5.4. Verificação da resposta em frequência (acelerômetros)
- AÇÃO: Conecte o sensor a um gerador de sinais/vibrador e a um sistema de aquisição de dados.
- AÇÃO: Realize uma varredura de frequência.
- AÇÃO: Verificar a resposta em frequência.
VALORES ESPECÍFICOS: Certifique-se de que o vibrador esteja estável e isolado. Ajuste o gerador de sinais para uma saída senoidal de baixa amplitude (por exemplo, aceleração de 1 g RMS ). Configure o DAS para registrar a forma de onda no domínio do tempo e o espectro FFT.
INDICADORES VISUAIS: O agitador opera sem problemas. O DAS exibe uma forma de onda senoidal nítida.
ERROS COMUNS: Sobrecarga do agitador ou do sensor. Configurações incorretas do DAS.
VALORES ESPECÍFICOS: Varie lentamente a frequência do gerador de sinais de 5 Hz a 5 kHz (ou o limite superior de frequência do sensor). Registre a amplitude de saída do sensor em intervalos de 1/3 de oitava (por exemplo, 5, 6,3, 8, 10, 12,5, …, 5000 Hz).
INDICADORES VISUAIS: O DAS exibe picos de frequência crescentes na FFT. A amplitude registrada deve permanecer relativamente constante em toda a faixa de frequência dentro da tolerância especificada do sensor (por exemplo, ±3 dB ).
ERROS COMUNS: Varredura muito rápida, perdendo pontos de frequência críticos. Não permitir que o sinal se estabilize em cada ponto.
VALORES ESPECÍFICOS: Compare a curva de amplitude versus frequência registrada com o certificado de calibração do sensor e as especificações típicas. A saída do sensor deve estar dentro da faixa de tolerância especificada pelo fabricante (por exemplo, ±5% ou ±3 dB ) em toda a sua faixa de frequência nominal. Uma queda significativa ou um pico de ressonância fora das especificações indica um sensor defeituoso ou um problema de montagem.
INDICADORES VISUAIS: O gráfico mostra uma resposta de frequência plana dentro dos limites especificados.
ERROS COMUNS: Aceitar um sensor com resposta de frequência degradada, o que leva a dados imprecisos em determinadas frequências.
5.5. Configuração de alarmes (Sistemas de monitoramento online)
- AÇÃO: Acesse o software do sistema de monitoramento online.
- AÇÃO: Defina os limites de alarme.
VALORES ESPECÍFICOS: Defina os limites de alarme (alerta) e perigo (crítico) com base em normas relevantes (por exemplo, ISO 10816-1, ISO 10816-3 para classes de máquinas I-IV), especificações do fabricante original e dados históricos de referência. Para máquinas de uso geral, os níveis de alarme típicos podem ser de 4,5 mm/s RMS (0,18 pol/s RMS) e os níveis de perigo de 7,1 mm/s RMS (0,28 pol/s RMS) , mas as aplicações específicas podem variar. Para deslocamento em mancais de deslizamento, o alarme pode ser de 50 µm (2 mil) pico a pico e o perigo de 100 µm (4 mil) pico a pico .
INDICADORES VISUAIS: O software exibe as configurações de alarme ativas. Os alarmes de teste são acionados corretamente com entradas simuladas.
ERROS COMUNS: Configurar alarmes com sensibilidade excessiva (alarmes falsos, fadiga de alarmes) ou com sensibilidade insuficiente (não detectar falhas críticas). Não levar em consideração as variações de carga ou velocidade da máquina.
- AÇÃO: Configure os atrasos e a histerese dos alarmes.
VALORES ESPECÍFICOS: Faça login com as credenciais apropriadas. Certifique-se de que o software esteja se comunicando com todos os sensores instalados.
INDICADORES VISUAIS: O software exibe dados em tempo real de todos os canais. Sem erros de comunicação.
ERROS COMUNS: Uso de credenciais de login incorretas, problemas de rede.
VALORES ESPECÍFICOS: Implemente atrasos de alarme (por exemplo, 5 a 10 segundos ) para evitar que picos transitórios disparem alarmes falsos. Defina a histerese (por exemplo, 5 a 10% abaixo do limite de alarme ) para evitar que os alarmes oscilem rapidamente em torno do ponto de ajuste. Configure os métodos de notificação (por exemplo, e-mail para a equipe de manutenção, SMS para o técnico de plantão).
INDICADORES VISUAIS: Os alarmes respondem de forma previsível a excursões sustentadas acima dos limites definidos. As notificações são recebidas por pessoal designado.
ERROS COMUNS: Não usar atrasos/histerese, o que leva a alarmes falsos. Configuração incorreta de notificações.
6. Lista de verificação pós-manutenção
| Teste | Resultado esperado | Real | Aprovado/Reprovado |
|---|---|---|---|
| Verificação da tensão de polarização CC do sensor (acelerômetros IEPE) | Leitura do multímetro: 8-12 VCC (tipicamente 10-11 VCC) quando conectado à fonte de alimentação IEPE. | ||
| Verificação da tensão de intervalo CC com sonda de proximidade | Leitura do multímetro: -8 VCC a -12 VCC (típico para uma ponta de prova de 200 mV/mil e um espaçamento entre alvos de 2,5 mm) com o eixo em repouso. | ||
| Verificação da qualidade do sinal (sem carga/em repouso) | O sistema de aquisição de dados exibe uma forma de onda temporal e um espectro FFT limpos e estáveis, sem ruído excessivo. A aceleração/velocidade RMS geral está dentro da linha de base. | ||
| Verificação de integridade do cabo | Inspeção visual de todo o cabo. Teste de tração nos conectores. Sem nós, cortes ou conexões soltas. | ||
| Teste de funcionalidade do alarme | Simule uma condição de alarme (por exemplo, através de um vibrador ou entrada de software) para verificar o acionamento e a notificação do alarme. | O alarme é ativado dentro do atraso especificado; notificações são enviadas. | |
| Atualização da documentação | Registro de manutenção da máquina, banco de dados de vibração e diagramas de instalação de sensores atualizados com novas informações sobre os sensores. | A documentação reflete com precisão a instalação atual. |
7. Guia de Solução de Problemas
| Sintoma | Causa provável | Ação Corretiva |
|---|---|---|
| Sem sinal / Saída zero | Circuito aberto no cabo; sensor defeituoso; sem energia no sensor IEPE; configuração incorreta do DAS; cabo desconectado. | Verifique a continuidade do cabo com um multímetro. Verifique a alimentação IEPE (polarização de 8 a 12 VCC). Teste o sensor no agitador. Confirme as configurações de entrada do DAS. Reconecte todos os conectores. |
| Ruído excessivo / Sinal errático | Montagem solta; loop de terra; interferência EMI/RFI; blindagem de cabo defeituosa; sensor danificado; ganho/filtragem DAS incorreto. | Reapertar o sensor. Verificar o aterramento em ponto único da blindagem do cabo. Direcionar o cabo para longe das fontes de alimentação. Verificar a continuidade da blindagem do cabo. Testar o sensor. Ajustar as configurações do DAS. |
| Alarmes falsos / Deslocamentos indesejados | Limiares de alarme excessivamente sensíveis; eventos transitórios (solavancos, ressonância); atrasos/histerese de alarme inadequados; alterações não compensadas nas condições de operação da máquina. | Revise e ajuste os limites de alarme com base em valores de referência/padrões. Aumente os atrasos ou a histerese dos alarmes. Investigue e mitigue as fontes transitórias. Considere o uso de alarmes adaptativos. |
| Leituras de amplitude incorretas | Montagem inadequada; fator de calibração do sensor incorreto no DAS; saturação do sensor; tipo de sensor incorreto para a aplicação. | Reajuste o torque do sensor. Verifique a configuração de mV/g (ou mV/mil) do sensor no DAS em comparação com o certificado de calibração. Verifique se há distorção no sinal de corte na forma de onda. Certifique-se de que a faixa de medição do sensor seja adequada para os níveis de vibração esperados. |
| Perda de dados de alta frequência | Preparação inadequada da superfície de montagem; problemas com o adesivo; sensor solto; cabos longos ou de alta capacitância; degradação da resposta de frequência do sensor. | Prepare a superfície novamente. Verifique a aderência do adesivo. Reaperte o sensor com o torque correto. Se possível, utilize cabos mais curtos/com menor capacitância. Verifique a resposta de frequência do sensor. |
| Tensão CC variável no gap (sondas de proximidade) | Desvio do eixo (mecânico ou elétrico); sonda não perpendicular; flutuação excessiva de temperatura; falha na sonda/cabo. | Meça novamente a excentricidade mecânica/elétrica. Reajuste a perpendicularidade da sonda. Certifique-se de que a temperatura esteja estável. Teste a sonda e o cabo. |
8. Cronograma de manutenção recomendado
| Tarefa | Freqüência | Duração estimada | Nível de habilidade |
|---|---|---|---|
| Inspeção visual de sensores e cabos | Trimestral | 0,5 horas/sensor | Técnico |
| Verifique o torque de montagem/adesão do sensor. | Anualmente (ou após uma revisão geral) | 0,25 horas/sensor | Técnico |
| Verificar tensão de polarização CC/entreferro do sensor | Bienalmente | 0,15 horas/sensor | Técnico |
| Verificação da resposta de frequência (verificação pontual) | A cada 2-3 anos (ou se os dados forem suspeitos) | 1 hora/sensor | Engenheiro de Confiabilidade / Técnico Sênior |
| Revisar e ajustar os limites de alarme | Anualmente (ou após alteração do processo) | 1-2 horas/sistema | Engenheiro/Gerente de Confiabilidade |
| Teste de continuidade do cabo | Anualmente (ou em caso de problema de sinal) | 0,2 horas/cabo | Técnico |
| Calibração do agitador/gerador de referência | Anualmente | N/A (serviço externo) | Especialista |
9. Referência de peças de reposição
| Descrição da peça | Especificação típica | Categoria UNITEC |
|---|---|---|
| Acelerômetro, IEPE | 100 mV/g, Saída Superior, Montagem com Parafuso (1/4-28 UNF) | Sensores e Transdutores |
| Sonda de proximidade, corrente de Foucault | Ponta de 5 mm, 200 mV/mil, cabo integrado de 1,0 m. | Sensores e Transdutores |
| Cabo de extensão blindado | Cabo de 2 pinos MIL-C-5015 para BNC, 5 m de comprimento | Cabos e Conectores |
| Parafuso de montagem, aço inoxidável | 1/4-28 UNF para M6x1,0, 15 mm de comprimento | Ferragens de montagem |
| Adaptador de base magnética | Ímã de terras raras, rosca 1/4-28 UNF | Ferragens de montagem |
| Driver de sonda/Oscilador-Demodulador | Entrada de 24 VCC, saída de 200 mV/mil | Condicionadores de sinal |
| Trava-roscas, resistência média | Anaeróbico, Azul, frasco de 10 ml | Adesivos e selantes |
Para uma seleção completa de componentes e acessórios certificados para monitoramento de vibração, visite o catálogo eletrônico da UNITEC-D .
10. Referências
- ISO 10816-1:1995: Vibração mecânica — Avaliação da vibração de máquinas por meio de medições em partes não rotativas — Parte 1: Diretrizes gerais.
- ISO 10816-3:2009: Vibração mecânica — Avaliação da vibração de máquinas por meio de medições em partes não rotativas — Parte 3: Máquinas industriais com potência nominal acima de 15 kW e velocidades nominais entre 120 rpm e 15.000 rpm quando medidas in situ.
- API 670:2014: Sistemas de proteção de máquinas. Instituto Americano de Petróleo.
- ANSI/ASA S2.46-1989 (R2019): Métodos para calibrar sensores de vibração e choque.
- NFPA 70E: Norma para Segurança Elétrica no Local de Trabalho. Associação Nacional de Proteção contra Incêndios.
- OSHA 29 CFR 1910.147: O Controle de Energia Perigosa (Bloqueio/Etiquetagem).
- Documentação do fabricante original (OEM) para máquinas específicas e equipamentos de monitoramento de vibração.