Guia de solução de problemas de diagnóstico: Deslocamento do transportador de correia - Análise e resolução da causa raiz

Technical analysis: Troubleshooting belt conveyor mistracking: root cause analysis from loading, splicing, pulley alignm

1. Descrição e escopo do problema

Este guia aborda a questão crítica do desalinhamento do transportador de correia, uma falha operacional comum que pode levar a derramamento de material, desgaste acelerado de componentes, tempo de inatividade não programado e riscos à segurança. O desalinhamento ocorre quando a correia transportadora se desvia do caminho central pretendido ao longo da estrutura do transportador, muitas vezes resultando em danos às bordas da correia, à estrutura ou aos componentes de suporte.

Este guia de diagnóstico é aplicável a vários tipos de sistemas de transportadores de correia, incluindo transportadores cônicos, planos e tubulares, comumente encontrados em instalações de fabricação nos EUA/Reino Unido em diversos setores, como mineração, agregados, processamento de alimentos e manuseio de materiais em geral. A gravidade do desalinhamento pode variar de leve, evidenciada por um leve contato com as bordas da correia e derramamento mínimo, até crítica, envolvendo perda significativa de material, danos estruturais e potencial ruptura da correia. As principais áreas de investigação incluem questões relacionadas ao carregamento de materiais, emendas de correias, alinhamento de polias e polias intermediárias e sistemas de tensionamento de correias.

2. Precauções de segurança

AVISO: Todos os procedimentos de diagnóstico e resolução DEVEM começar com um bloqueio/etiquetagem (LOTO) completo do sistema transportador. Verifique o estado de energia zero tentando iniciar o sistema e confirmando que não há movimento. O não cumprimento dos procedimentos LOTO pode resultar em ferimentos graves ou morte. Sempre assuma a energia armazenada no sistema de tensionamento da correia (por exemplo, contrapesos, cilindros hidráulicos) e tome as medidas adequadas para controlá-la.

Equipamento de proteção individual (EPI) é obrigatório: óculos de segurança com proteção lateral (ANSI Z87.1), capacete (ANSI Z89.1), luvas resistentes a cortes (ANSI/ISEA 105) e calçado de segurança com biqueira de aço (ASTM F2413). Esteja atento aos pontos de esmagamento, máquinas em movimento e perigos de queda de materiais durante todas as fases de inspeção e ajuste. Nunca use roupas largas ou joias perto de transportadores em operação.

3. Ferramentas de diagnóstico necessárias

O diagnóstico preciso do desalinhamento da correia requer ferramentas especializadas para quantificar desvios e condições dos componentes.

Nome da ferramenta Especificação/Modelo Faixa de medição Objetivo
Sistema de alinhamento a laser Capacidades angulares e de deslocamento de duas unidades (por exemplo, Pruftechnik ShaftAlign, SKF TKSA 41) Distância de até 10 m (33 pés), resolução de 0,01 mm/m Medição precisa do alinhamento da polia, da polia intermediária e da estrutura. Essencial para identificação de deslocamento angular e paralelo.
Medidor de tensão da correia Medição de força digital ou mecânica (por exemplo, Gates Krikit I/II, medidor de frequência Optibelt) Força de 0 a 500 kg (0 a 1100 lbs) ou frequência de 10 a 500 Hz Quantifica a tensão da correia. Para método sag: fita métrica padrão.
Termômetro infravermelho Guiado por laser, emissividade ajustável (por exemplo, Fluke 62 MAX+, Extech IR200) -30°C a 500°C (-22°F a 932°F), precisão ±1°C Detecta geração anormal de calor em rolamentos, rodas-guia ou pontos de atrito localizados da correia.
Analisador de vibração Portátil, com capacidade de análise FFT (por exemplo, CSI 2140, Pruftechnik VibXpert) 10 Hz a 20 kHz, resolução 0,01 mm/s RMS Identifica falhas nos rolamentos da polia ou da polia (alta vibração, frequências específicas) e ressonância estrutural.
Estroboscópio Taxa de flash ajustável (por exemplo, Monarch Nova-Strobe x, PCE-LES 200) 30 a 30.000 FPM (flashes por minuto) “Congela” o movimento da correia para inspeção visual da integridade da emenda, condição da borda da correia e dinâmica do fluxo de material.
Fita métrica Aço, auto-retrátil, marcações imperiais/métricas Até 10 m (33 pés) Medição da largura da correia, espaçamento da roda intermediária, folgas dos componentes e curvatura da correia.
Transferidor/inclinômetro digital Base magnética, resolução de 0,1° (por exemplo, Wixey WR300, MD Building Products SmartTool) 0-360°, precisão ±0,1° Verificando a quadratura da estrutura e a inclinação do componente.

4. Lista de verificação de avaliação inicial

Antes de iniciar o diagnóstico detalhado, execute as seguintes observações e etapas de coleta de dados:

Item da lista de verificação Observação/Registro Notas/Ação
Condições de operação do transportador Velocidade da correia (m/s ou fpm), tipo de material, densidade do material (kg/m³ ou lb/ft³), taxa de carregamento (tph ou toneladas/h) Observe quaisquer desvios dos parâmetros de projeto. As alterações nas propriedades dos materiais podem influenciar o rastreamento.
Local(is) de rastreamento incorreto Onde a correia se desvia consistentemente? (por exemplo, polia frontal, polia traseira, polias de transporte específicas, lado de retorno) Identifique zonas específicas. Marque os locais com giz, se for seguro.
Direção de desvio A correia sempre oscila para a esquerda ou para a direita ou é irregular? Desvio consistente indica um desalinhamento específico ou problema na correia. Errático sugere carregamento ou componentes instáveis.
Padrão de derramamento de material Observe onde o material está derramando da correia. O padrão de derramamento geralmente se correlaciona com a direção e localização do desalinhamento.
Condição da borda da esteira Inspecione quanto a desgaste localizado, desgaste, danos ou acúmulos nas bordas da correia. O desgaste das bordas confirma o contato persistente com a estrutura. O acúmulo pode causar erro de rastreamento.
Condição de atraso da polia Inspecione visualmente a cabeça, a cauda, o amortecedor e o revestimento da polia dobrada quanto a desgaste, danos ou desprendimento. O atraso irregular ou danificado afeta significativamente o rastreamento.
Condição de marcha lenta (visual/audível) Ouça se há guinchos, rangidos ou convulsões. Procure acúmulo de material nos rolos intermediários ou nas estruturas. Os roletes emperrados ou fortemente incrustados atuam como pontos fixos, puxando a correia para fora do centro.
Inspeção da zona de carregamento Observe o ponto de impacto do material, o alinhamento do chute e as folgas da calha-guia. O carregamento descentralizado é a principal causa de desalinhamento. As calha-guia devem ter contato mínimo e uniforme.
Manutenção/alterações recentes Informe-se sobre quaisquer substituições recentes de correias, reparos de emendas, ajustes de componentes ou alterações de materiais. Novas questões geralmente se correlacionam com trabalhos recentes.
Fatores Ambientais Observe a presença de ventos fortes, chuvas fortes ou flutuações extremas de temperatura. As condições ambientais podem exacerbar ou induzir desvios de orientação.
Integridade da estrutura do transportador Verifique visualmente se há estruturas tortas, longarinas danificadas ou suportes soltos. Uma estrutura comprometida não consegue manter o alinhamento adequado dos componentes.

5. Fluxograma de Diagnóstico Sistemático

Siga esta abordagem sistemática de árvore de decisão para isolar a causa raiz do erro de rastreamento. Certifique-se de que o LOTO seja aplicado antes de qualquer inspeção ou ajuste físico.

  1. O desalinhamento é consistente (sempre para um lado) ou errático (vaga para frente e para trás)?
    1. Desalinhamento consistente:
      1. Em uma polia específica (cabeça, cauda, acionamento, amortecimento, curvatura)?
        1. Sintoma: a correia desvia consistentemente para um lado em um determinado polia.
          • DIAGNÓSTICO: Suspeite de desalinhamento da polia ou atraso irregular.
          • AÇÃO: Execute o alinhamento do laser na polia suspeita. Verifique o revestimento quanto a desgaste ou desprendimento.
          • SE o alinhamento do laser mostrar desvio > 0,5 mm/m (0,006 pol/pés):
            • CAUSA PROVÁVEL: desalinhamento da polia.
          • SE o revestimento estiver desgastado de forma desigual ou desconectado:
            • CAUSA PROVÁVEL: revestimento da polia danificado/desgastado.
      2. Ao longo do lado de transporte ou retorno (entre polias)?
        1. Sintoma: a correia se desloca consistentemente para um lado ao longo do caminho de transporte ou retorno.
          • DIAGNÓSTICO: Suspeite de rodas-guia desalinhadas, curvatura da correia ou carga descentralizada.
          • AÇÃO: Inspecione os rolos intermediários quanto à rotação livre e acúmulo de material. Verifique a esquadria das estruturas intermediárias em relação à linha central do transportador usando um transferidor digital. Meça a curvatura da correia em toda a largura. Observe a distribuição do material do chute de carregamento.
          • SE o(s) rolo(s) da polia emperrado(s), apresentarem acúmulo pesado ou a estrutura estiver distorcida > 1°:
            • CAUSA PROVÁVEL: desalinhamento ou falha da polia intermediária.
          • SE a correia tiver curvatura perceptível (câmber) superior a 0,5% da largura da correia:
            • CAUSA PROVÁVEL: defeito de fabricação da correia ou desgaste irregular.
          • SE o ponto de impacto do material estiver consistentemente descentralizado em > 10 mm (0,4 pol.):
            • CAUSA PROVÁVEL: carregamento descentralizado.
    2. Deslocamento errático (vaga para frente e para trás):
      1. Sintoma: a correia se move de forma imprevisível, às vezes para a esquerda, às vezes para a direita.
        • DIAGNÓSTICO: Suspeite de condições de carga variáveis, oscilação da correia ou mau treinamento da correia.
        • AÇÃO: Observe o processo de carregamento em busca de picos ou fluxo de material inconsistente. Meça a curvatura da correia entre os roletes. Verifique se o sistema de captação está funcionando corretamente. Inspecione os efeitos do vento.
        • SE picos de carregamento ou fluxo de material forem inconsistentes, causando mudanças dinâmicas na carga da correia:
          • CAUSA PROVÁVEL: Carregamento inconsistente ou mal controlado.
        • SE a curvatura da correia for > 2% do espaçamento da roda intermediária para o lado de transporte ou oscilação excessiva no retorno:
          • CAUSA PROVÁVEL: Tensão insuficiente da correia.
        • SE o sistema de recolhimento estiver preso, preso ou não aplicar tensão consistente:
          • CAUSA PROVÁVEL: mau funcionamento do sistema de recolhimento.
        • SE houver ventos cruzados fortes e o desalinhamento estiver correlacionado com rajadas de vento:
          • CAUSA PROVÁVEL: Influência ambiental (vento).
  2. O desalinhamento está confinado à área da emenda?
    1. Sintoma: O desalinhamento ocorre somente quando a emenda passa sobre polias ou através de conjuntos de polias.
      • DIAGNÓSTICO: Suspeita-se de emenda irregular da correia.
      • AÇÃO: Use um estroboscópio para inspecionar a emenda quanto à esquadria, retilineidade e variações de espessura. Meça a largura da correia na emenda.
      • SE a emenda não estiver quadrada em relação à linha central da correia (> 3 mm de deslocamento em relação à largura) ou apresentar variação significativa de espessura (> 1 mm):
        • CAUSA PROVÁVEL: Emenda da correia mal construída ou danificada.

6. Matriz de Causa-Falha

Esta matriz classifica as causas prováveis por probabilidade e descreve os testes diagnósticos correspondentes e os resultados esperados.

Sintoma Causas prováveis (classificadas por probabilidade) Teste de diagnóstico Resultado esperado se a causa for confirmada
A correia desvia para um lado na polia dianteira/transmissora 1. Desalinhamento da polia principal/motriz
2. Desgaste irregular da polia
3. Tensão irregular da correia
4. Cambagem da correia
1. Alinhamento a laser da polia principal/motriz.
2. Inspeção visual de atraso, estroboscópio.
3. Medição do medidor de tensão/queda da correia.
4. Meça a largura da correia em intervalos e verifique a retilineidade.
1. Desvio angular > 0,5 mm/m.
2. Revestimento desgastado em mais de 50% em um lado ou delaminado.
3. Variação de tensão > 10% ao longo da largura da correia ou curvatura fora de 1,5-2% do espaçamento das rodas intermediárias.
4. Curvatura da correia > 0,5% da largura da correia acima de 10 m.
Correia desalinhada na zona de carregamento 1. Carregamento de material fora do centro
2. Desalinhamento/contato da calha-guia
3. Falha/desalinhamento da polia de impacto
1. Observação visual do fluxo de materiais, análise de vídeo.
2. Inspecione a folga da calha-guia (5-10mm da correia), padrão de contato.
3. Inspecione as rodas-guia de impacto quanto a rotação livre, alinhamento e danos.
1. O fluxo de material é consistentemente deslocado > 10 mm da linha central da correia.
2. Calhas-guia fazendo contato pesado e desigual ou folga < 5 mm.
3. Rolos intermediários emperrados ou estruturas intermediárias inclinadas > 1° em relação ao deslocamento da correia.
Correia desalinhada ao longo do lado de transporte/retorno 1. Desalinhamento/falha da polia de transporte/retorno
2. Acúmulo de material nas rodas/estrutura
3. Estrutura do transportador fora do quadrado
4. Cambagem da correia
1. Inspeção visual dos roletes (rotação livre, nivelamento), transferidor digital nos quadros.
2. Inspeção visual para acúmulo.
3. Meça distâncias diagonais das seções da estrutura do transportador.
4. Meça a largura da correia em intervalos e verifique a retilineidade.
1. Rolo tensor emperrado ou inclinado > 1°.
2. > 5 mm de acúmulo de material nos rolos intermediários ou na estrutura de suporte.
3. As medidas diagonais diferem em > 5 mm em uma seção de 3 m.
4. Curvatura da correia > 0,5% da largura da correia.
Deslocamento somente quando a emenda da correia passa 1. Emenda de correia irregular/não quadrada
2. Correia danificada nas bordas da emenda
1. Inspeção estroboscópica da emenda, meça a quadratura.
2. Inspeção visual das bordas da emenda quanto a desgaste/danos.
1. As extremidades da emenda não estão quadradas em relação à linha central da correia em > 3 mm na largura da correia.
2. Desgaste visível ou danos nas bordas > 5 mm de profundidade dentro de 100 mm da emenda.
Desvio errático e intermitente 1. Carregamento inconsistente de material
2. Tensão insuficiente da correia
3. Mau funcionamento do sistema de captação
4. Ventos fortes
1. Observe o processo de carregamento e verifique os controles do alimentador.
2. Medição do medidor de tensão/queda da correia.
3. Inspecione o sistema de captação (parafuso, gravidade, hidráulico) quanto a emperramento ou movimento irregular.
4. Observação ambiental.
1. Flutuações de carga > 20% da carga média.
2. Sag > 2,5% do espaçamento das rodas-guia.
3. Movimento do carro de recolhimento restrito ou força de tensionamento inconsistente.
4. Velocidades do vento consistentemente > 20 km/h (12 mph).

7. Análise de causa raiz para cada falha

Desalinhamento da polia

Por que isso acontece: O desalinhamento da polia geralmente se origina de instalação inadequada, assentamento da fundação, danos por impacto na estrutura do transportador ou parafusos de fixação afrouxados ao longo do tempo devido à vibração. O desalinhamento angular causa uma força de direção constante na correia, enquanto o deslocamento paralelo muda o caminho da correia. O desalinhamento altera efetivamente a coroa efetiva da polia, obrigando a correia a seguir em direção ao lado onde a correia encontra a polia primeiro.

Como confirmar: utilizar um sistema de alinhamento a laser é o método mais preciso. Leituras que indicam desvio angular superior a 0,5 mm/m (0,006 pol./pés) ou deslocamento paralelo superior a 0,2 mm (0,008 pol.) são indicadores definitivos. A inspeção visual por si só costuma ser insuficiente, pois mesmo pequenos desalinhamentos podem causar problemas significativos de rastreamento em transportadores longos.

Danos se não for resolvido: O desalinhamento persistente da polia leva ao desgaste severo e acelerado das bordas da correia, fadiga e falha da emenda, falha prematura do rolamento na polia e nos roletes adjacentes devido ao carregamento irregular e fadiga estrutural da estrutura do transportador. O consumo de energia também aumenta devido ao maior atrito.

Emenda irregular da correia

Por que isso acontece: uma emenda irregular ou não quadrada da correia atua como um mecanismo de direção permanente. Isso geralmente ocorre devido a técnicas de emenda inadequadas, ângulos de corte incorretos da correia, aplicação inconsistente de fixadores ou uso de segmentos de correia diferentes durante um reparo. A linha de emenda torna-se efetivamente mais longa de um lado, fazendo com que a correia puxe para esse lado.

Como confirmar: Depois de garantir o LOTO, um estroboscópio permite uma inspeção clara e "congelada" da emenda enquanto a correia está funcionando lentamente (se possível com segurança sob supervisão, caso contrário, inspeção estática). Meça a quadratura das extremidades da emenda em relação à linha central da correia; um desvio superior a 3 mm (0,12 pol.) na largura da correia é problemático. A inspeção visual em busca de inconsistências na profundidade do fixador, bordas rasgadas perto da emenda ou excentricidade visível também ajuda a confirmar esse problema.

Danos se não forem resolvidos: uma emenda irregular causa concentrações de tensão repetitivas, levando à falha prematura da emenda, rompimento da correia e desgaste excessivo localizado em roletes e polias à medida que a espessura irregular passa sobre elas. Também contribui significativamente para o desajuste crónico, levando a todos os danos associados.

Desalinhamento/falha da polia

Por que isso acontece: problemas de inatividade são uma causa frequente. O desalinhamento pode ocorrer devido a estruturas intermediárias dobradas devido a impacto, instalação inadequada ou estrutura do transportador distorcida. A falha da polia, como rolamentos emperrados, faz com que o rolo pare de girar. Uma polia emperrada cria um ponto estacionário de atrito, tornando-se efetivamente uma guia estacionária que desgasta a borda da correia, puxando-a para fora do centro. O acúmulo de material nos rolos intermediários também aumenta seu diâmetro efetivo de maneira desigual, criando um efeito de direção.

Como confirmar: Com LOTO aplicado, gire manualmente cada rolo intermediário. Qualquer polia que não gire livremente, pareça áspera ou emita ruídos de trituração indica falha do rolamento. Use um termômetro infravermelho para verificar as temperaturas dos rolamentos intermediários; uma leitura de 20°C (36°F) acima das rodas-guia adjacentes ou da temperatura ambiente sugere atrito excessivo. Um analisador de vibração pode identificar rolamentos com defeito (por exemplo, alta vibração na faixa de 2.000 a 5.000 Hz para velocidades intermediárias típicas). Use um transferidor digital para verificar a quadratura da estrutura intermediária em relação à linha central do transportador; um desvio superior a 1° é inaceitável. Inspecione visualmente quanto a acúmulo de material.

Danos se não forem resolvidos: Rodas-guia emperradas causam desgaste rápido e severo da cobertura da correia, aumentam o consumo de energia e podem causar queimaduras na correia ou até mesmo ignição em casos extremos. Rodas-guia desalinhadas contribuem para desalinhamento crônico, danos nas bordas da correia e fadiga estrutural.

Tensão inadequada da correia

Por que isso acontece: A tensão incorreta da correia, seja muito alta ou muito baixa, é uma causa fundamental do desalinhamento. A tensão insuficiente resulta em flacidez da correia entre os roletes no lado de transporte, o que permite o derramamento de material e faz com que a correia “flutue” erraticamente no lado de retorno, tornando-a altamente suscetível a influências externas como vento ou pequenos desalinhamentos. A tensão excessiva sobrecarrega a correia, as emendas e os rolamentos, levando à falha prematura e potencialmente fazendo com que a correia se enrole excessivamente nas polias coroadas, levando a problemas de alinhamento nas bordas.

Como confirmar: Para correias de transporte côncavas, meça a curvatura da catenária entre os roletes; A curvatura aceitável é normalmente de 1,5% a 2% do espaçamento da polia. A flacidez excessiva (>2,5%) indica baixa tensão. Para correias planas ou de retorno, observe oscilações excessivas ou vibrações pronunciadas. Use um medidor de tensão da correia para medir a tensão estática na correia, comparando-a com as especificações do OEM. Inspecione o sistema de captação (parafuso, gravidade, hidráulico) quanto ao funcionamento adequado, garantindo que ele se mova livremente e aplique força consistente.

Dano se não for resolvido: A tensão insuficiente causa deslizamento da correia na polia motriz, levando à redução do rendimento e ao desgaste acelerado do revestimento. Também causa derramamento de material e rastreamento errático. A tensão excessiva reduz drasticamente a vida útil da correia e da emenda, sobrecarrega os rolamentos da polia e pode causar danos estruturais à estrutura do transportador.

Carregamento fora do centro

Por que isso acontece: Quando o material é carregado de forma consistente em um lado da correia transportadora, cria-se uma distribuição desigual da carga. Este peso irregular exerce uma força de direção, empurrando a correia para o lado com menor carga. As causas incluem chutes de carregamento mal projetados ou desalinhados, revestimentos de chute desgastados ou fluxo de material inconsistente do equipamento a montante.

Como confirmar: Observe visualmente o ponto de carregamento enquanto o transportador está operando (de uma distância segura e de um ponto de vista vantajoso). Utilize a gravação de vídeo para análise detalhada se a observação direta for difícil ou insegura. Meça o ponto de impacto do fluxo de material em relação à linha central da correia; um deslocamento consistente superior a 10 mm (0,4 pol.) é um indicador claro. Verifique a condição e o alinhamento dos revestimentos do chute de carregamento e das calhas-guia quanto a sinais de desgaste ou obstruções.

Danos se não forem resolvidos: O carregamento descentralizado leva ao desalinhamento crônico, causando desgaste rápido das bordas da correia em um dos lados, aumento de derramamento, desgaste desigual em roletes e polias e possíveis danos estruturais devido a forças desequilibradas. Também compromete a capacidade de carga efetiva da correia.

8. Procedimentos de resolução passo a passo

AVISO: Sempre execute o bloqueio/sinalização (LOTO) e verifique o estado de energia zero antes de tentar qualquer ajuste ou reparo. Certifique-se de que todas as fontes de energia armazenadas (por exemplo, contrapesos, pressão hidráulica) sejam controladas com segurança. Consulte os padrões de segurança ANSI/ASME relevantes para procedimentos LOTO.

Resolução para desalinhamento de polias

  1. Segurança em primeiro lugar: Envolva a LOTO no sistema de transporte. Verifique o estado de energia zero.
  2. Preparação: Limpe a face da polia, as extremidades do eixo e as superfícies de montagem. Certifique-se de que os parafusos de fixação estejam acessíveis.
  3. Medição inicial: Configure o sistema de alinhamento a laser. Monte o transmissor em uma polia (por exemplo, polia traseira) e o receptor na polia desalinhada (por exemplo, polia principal).
  4. Ajuste o desalinhamento angular: Ajuste os calços sob os blocos de rolamento da polia até que o sistema de laser indique um desvio angular inferior a 0,2 mm/m (0,0024 pol/pés). Isso geralmente envolve ajuste e medição iterativos.
  5. Ajuste o deslocamento paralelo: Desloque horizontalmente os blocos de rolamento afrouxando e reapertando os parafusos de fixação até que o deslocamento paralelo seja inferior a 0,1 mm (0,004 pol.).
  6. Aperto Final: Assim que o alinhamento for alcançado, aperte todos os parafusos de fixação com os valores de torque especificados pelo fabricante. Por exemplo, os parafusos M20 normalmente requerem 270-340 Nm (200-250 ft-lbs).
  7. Verificação: verifique novamente o alinhamento com o sistema laser. Desengate cuidadosamente o LOTO e mova o transportador para confirmação visual do rastreamento. Se necessário, reaplique o LOTO e faça ajustes finos.

Resolução para emendas irregulares de correias

  1. Segurança em primeiro lugar: Envolva a LOTO no sistema de transporte. Verifique o estado de energia zero.
  2. Inspeção: Localize a emenda irregular. Para emendas mecânicas, inspecione visualmente cada fixador quanto a danos, dobras ou instalação inadequada. Para emendas vulcanizadas, verifique se há delaminação, bordas irregulares ou remendos de reparo.
  3. Correção de emenda mecânica:
    • Se os fixadores estiverem danificados ou instalados de maneira irregular: AVISO: Use ferramentas apropriadas para remover os fixadores. Fragmentos de metal voadores são perigosos. Remova e substitua todos os fixadores danificados. Garanta o passo correto do fixador e a profundidade de embutimento de acordo com as instruções do OEM (por exemplo, os fixadores Flexco 190 requerem modelo e ferramenta de instalação específicos).
    • Se a emenda não estiver quadrada: Remova cuidadosamente os fixadores de uma seção pequena, retifique a extremidade da esteira usando uma ferramenta de esquadro e reinstale os fixadores. Isto pode exigir seccionamento e nova emenda se o desvio for grave (>10 mm).
  4. Correção de emenda vulcanizada:
    • Se houver pequena delaminação ou dano nas bordas: Limpe e prepare a área e, em seguida, aplique um adesivo de vulcanização a frio. Siga as instruções do fabricante do adesivo quanto aos tempos e pressão de cura.
    • Se a emenda estiver significativamente irregular ou delaminada: AVISO: Esta é uma tarefa especializada. Somente técnicos certificados em emendas de correias devem realizar reparos completos em emendas vulcanizadas. A seção da esteira que contém a emenda defeituosa deve ser removida e uma nova emenda quadrada deve ser realizada de acordo com as diretrizes da ISO 5048.
  5. Verificação: Desengate cuidadosamente o LOTO e opere o transportador em velocidade lenta. Observe a passagem da emenda sobre polias e roletes usando um estroboscópio para confirmar um rastreamento suave e reto.

Resolução para desalinhamento/falha da polia

  1. Segurança em primeiro lugar: Envolva a LOTO no sistema de transporte. Verifique o estado de energia zero.
  2. Identificar os roletes afetados: Com base na avaliação inicial (visual, térmica, vibração), marque os roletes específicos que requerem atenção.
  3. Substituição da polia (para rolos emperrados/danificados):
    • AVISO: As polias podem ser pesadas. Use técnicas de elevação adequadas. Remova as peças de montagem. Remova a estrutura intermediária antiga e o conjunto do rolo.
    • Limpe a área de montagem na estrutura do transportador.
    • Instale um novo conjunto intermediário (por exemplo, CEMA B-C-D classificado para aplicação) garantindo que esteja alinhado com a linha central da correia (usando um transferidor digital) e nivelado. Aperte os parafusos de montagem com segurança.
  4. Alinhamento da polia intermediária (para rolos/estruturas distorcidos):
    • Afrouxe os parafusos de montagem da estrutura intermediária.
    • Usando uma fita métrica e um transferidor digital, ajuste a estrutura intermediária até que ela fique quadrada (desvio de 0°) em relação à linha central do transportador e nivelada em toda sua largura. Os rolos devem ser perpendiculares à direção de deslocamento da correia.
    • Aperte os parafusos de montagem, garantindo que a polia permaneça na posição.
  5. Remoção de acúmulo de material: AVISO: O acúmulo de material pode ser pontiagudo ou pesado. Use ferramentas manuais e EPI apropriados. Raspe ou lave qualquer acúmulo de material nos rolos intermediários, estruturas e estruturas de suporte. Considere instalar raspadores ou limpadores de correia a montante se o acúmulo for crônico.
  6. Verificação: Desengate cuidadosamente o LOTO e opere o transportador. Observe o alinhamento da correia sobre os roletes ajustados. Aplique novamente o LOTO e faça ajustes finos, se necessário.

Resolução para tensão inadequada da correia

  1. Segurança em primeiro lugar: Envolva a LOTO no sistema de transporte. Verifique o estado de energia zero. Controle a energia armazenada no sistema de captação antes de prosseguir. Para levantamentos de gravidade, prenda contrapesos; para hidráulico, libere a pressão.
  2. Identificar o tipo de tensor: Determine se é um tensor de parafuso, tensor por gravidade ou hidráulico.
  3. Ajuste dos tensores dos parafusos:
    • Ajuste os parafusos tensores em ambos os lados igualmente, normalmente em pequenos incrementos (por exemplo, 1/4 a 1/2 volta de cada vez).
    • Meça a curvatura no lado de transporte. Procure manter 1,5% a 2% do espaçamento entre as rodas intermediárias. Para um espaçamento entre rodas-guia de 1,2 m (4 pés), isso significa uma curvatura de 18-24 mm (0,7-0,95 pol.).
    • Utilize um medidor de tensão da correia para verificar a uniformidade da tensão em toda a largura da correia, visando uma variação inferior a 10%.
  4. Ajuste dos compensadores por gravidade:
    • Certifique-se de que o carro de coleta se mova livremente e que os contrapesos estejam corretamente dimensionados e posicionados de acordo com as especificações do OEM.
    • Ajuste a massa total do contrapeso ou o braço de alavanca para obter a curvatura e a tensão desejadas da correia.
  5. Ajuste dos compensadores hidráulicos:
    • Consulte o manual do OEM para obter configurações de pressão específicas. Ajuste a pressão hidráulica para atingir a tensão desejada da correia.
    • Monitore a extensão do cilindro para garantir um tensionamento consistente.
  6. Verificação: Desengate o LOTO com cuidado. Opere o transportador e observe o deslizamento da correia na polia motriz e o melhor acompanhamento ao longo do caminho do transportador. Aplique novamente o LOTO e faça ajustes adicionais, se necessário.

Resolução para carregamento descentralizado

  1. Segurança em primeiro lugar: Envolva a LOTO no sistema de transporte. Verifique o estado de energia zero.
  2. Inspeção e ajuste do chute:
    • Inspecione visualmente o chute de carregamento quanto a padrões de desgaste, bloqueios ou desalinhamento.
    • Ajuste a posição ou o ângulo do chute para garantir que o fluxo de material impacte a correia o mais próximo possível da linha central física. Certifique-se de que o fluxo de material esteja assentado e centralizado antes de sair do chute.
    • Repare ou substitua os revestimentos desgastados do chute para manter um caminho de fluxo de material consistente.
  3. Ajuste do rodapé:
    • Certifique-se de que os rodapés estejam devidamente alinhados, paralelos à esteira e tenham uma folga consistente de 5 a 10 mm (0,2 a 0,4 pol.) da superfície da esteira.
    • Substitua a borracha desgastada do rodapé (por exemplo, borracha EPDM 1/2" x 6") para manter uma vedação eficaz sem atrito excessivo da correia.
  4. Configuração da polia de impacto:
    • Garanta que as polias de impacto abaixo do ponto de carregamento estejam corretamente instaladas, girando livremente e alinhadas. Considere usar roletes autocompensadores ou aumentar o número de roletes de canal imediatamente após a zona de carga para ajudar a estabilizar a correia.
  5. Controle de processo a montante: Se o carregamento descentralizado for devido a um fluxo de material a montante inconsistente, investigue e corrija o mecanismo do alimentador ou o ponto de transferência de material.
  6. Verificação: Desengate o LOTO com cuidado. Passe a esteira com material e observe o ponto de carregamento. Certifique-se de que o fluxo de material esteja centralizado e estável.

9. Medidas Preventivas

A manutenção e o monitoramento proativos são essenciais para minimizar o desalinhamento da correia.

Causa Raiz Estratégia de Prevenção Método de monitoramento Intervalo recomendado
Desalinhamento da polia Siga os padrões de alinhamento de precisão (por exemplo, ANSI/CEMA 550) durante a instalação. Implemente uma verificação de rotina do alinhamento do laser. Sistema de alinhamento a laser; inspeção visual para padrões incomuns de desgaste nas bordas da correia. Anualmente ou após qualquer substituição importante de componentes (por exemplo, polia, eixo, rolamento).
Emenda irregular da correia Utilize técnicos de emenda certificados. Implemente rigoroso controle de qualidade para preparação e instalação de emendas (ISO 5048). Inspeção estroboscópica da emenda durante operação lenta; inspeção visual regular quanto à quadratura e integridade. A cada 6 meses (visual) ou após 5.000 horas de operação.
Desalinhamento/falha da polia Garanta a instalação adequada da polia (quadrada e nivelada). Implemente a limpeza de rotina para evitar o acúmulo de material. Verificação de rotação manual; termografia infravermelha (alarme delta T > 20°C); análise de vibração (alarme de velocidade RMS > 2,5 mm/s (0,1 pol/s)). Mensalmente (visual/audível), Trimestralmente (térmico/vibração).
Tensão inadequada da correia Estabeleça e mantenha a tensão correta da correia durante a instalação e comissionamento. Inspecione regularmente a funcionalidade do sistema de recolhimento. Medidor de tensão da correia ou medição de curvatura; inspeção visual do sistema de captação para livre circulação. Trimestralmente ou após estiramento/substituição significativo da correia.
Carregamento fora do centro Otimize o projeto da calha de carregamento para transferência de material centralizada e de baixo impacto. Instale raspadores/limpadores de correia eficazes. Observação visual da zona de carga; inspeção regular dos revestimentos do chute e do desgaste da calha-guia. Semanal (visual), Mensal (inspeção detalhada).

10. Peças sobressalentes e componentes

Manter um estoque crítico de peças sobressalentes é essencial para minimizar o tempo de inatividade associado a problemas de rastreamento incorreto. Todas as especificações devem atender aos requisitos do OEM.

Descrição da peça Especificação Quando substituir Categoria UNITEC
Seção da correia transportadora Largura específica, classificação da camada, composto de cobertura (por exemplo, 36" x 3 camadas EP 400/3, grau resistente à abrasão) >5% de perda de espessura, danos graves (rasgos, arranhões), desgaste crônico das bordas sem possibilidade de reparo. Correias e acessórios
Conjunto de tensor de impacto Diâmetro do rolo, comprimento, classificação CEMA (por exemplo, rolamentos vedados CEMA D, 6" x 24") Rolamento emperrado, excentricidade excessiva (>2 mm), carcaças danificadas, ruído audível do rolamento. Polias transportadoras
Carregue o conjunto intermediário Diâmetro do rolo, comprimento, classificação CEMA (por exemplo, rolamentos de precisão CEMA C, 5" x 30") Rolamento emperrado, excentricidade excessiva (>2 mm), carcaças danificadas, ruído audível do rolamento. Polias transportadoras
Conjunto tensor de retorno Diâmetro do rolo, comprimento, classificação CEMA (por exemplo, CEMA B, 4" x 48", estrutura offset) Rolamento emperrado, excentricidade excessiva (>2 mm), carcaças danificadas, ruído audível do rolamento. Polias transportadoras
Revestimento de Polia (Folha/Tira) Material (por exemplo, borracha natural, cerâmica), espessura (por exemplo, 10 mm), dureza Shore >50% de desgaste, delaminação, desgaste irregular significativo, endurecimento. Polias e componentes
Rolamentos de polia Tipo, tamanho do furo, série (por exemplo, rolamento autocompensador de rolos, 22222 K, adaptador cônico) Vibração elevada (velocidade RMS > 4,5 mm/s), alta temperatura persistente (>25°C acima da temperatura ambiente), trituração audível. Rolamentos
Prendedores de cinto Tipo, material, tamanho (por exemplo, placa sólida de parafuso Flexco, 190, aço inoxidável) Danificado, desgastado, esticado ou corroído, levando ao comprometimento da integridade da articulação. Prendedores de cinto
Borracha de rodapé Material, espessura, altura (por exemplo, EPDM, 12 mm x 150 mm) Desgaste excessivo (>50% da espessura original), endurecimento, fissuração, perda de vedação. Rodapés e vedações

Para uma linha completa de peças de reposição e componentes industriais, visite o Catálogo Eletrônico UNITEC-D: www.unitecd.com/e-catalog/.

11. Referências

  • Associação de Fabricantes de Equipamentos Transportadores (CEMA) – Transportadores de Correia para Materiais a Granel, 7ª Edição.
  • Organização Internacional de Padronização (ISO) 5048:2018 – Equipamentos de movimentação mecânica contínua – Transportadores de correia com rodas-guia – Cálculo de resistência e potência operacional.
  • American National Standards Institute (ANSI)/American Society of Mechanical Engineers (ASME) B20.1 – Padrões de segurança para transportadores e equipamentos relacionados.
  • Manuais de serviço e manutenção do fabricante de equipamento original (OEM) para modelos específicos de transportadores.
  • Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA) 29 CFR 1910.147 – O Controle de Energia Perigosa (Lockout/Tagout).

Related Articles