1. Descrição do Problema e Escopo de Aplicação
Este guia destina-se ao diagnóstico e solução de problemas de leituras de sensores industriais instáveis, erráticos ou imprecisos. Essas leituras podem variar desde picos e flutuações aleatórios até desvios constantes ou completa falta de correlação com o parâmetro físico real.
Equipamentos afetados: Vários tipos de sensores, incluindo, entre outros, sensores de temperatura (termopares, RTD), pressão, nível, fluxo, posição, vibração e seus transdutores correspondentes e sistemas de aquisição de dados (PLC, DCS).
Classificação de gravidade:
- Crítico: leva ao desligamento de emergência do equipamento, condições operacionais potencialmente perigosas, riscos significativos para a segurança do pessoal ou do equipamento.
- Grande: Causa perda significativa de produção, degradação da qualidade do produto, aumento do consumo de energia ou requer encerramento imediato do processo para reparo.
- Menor: leva a imprecisões no monitoramento, complica a otimização do processo, mas não ameaça a segurança ou funcionalidades críticas.
2. Precauções e técnicas de segurança
AVISO DE SEGURANÇA: Antes de iniciar qualquer trabalho de diagnóstico ou reparo, certifique-se de observar o seguinte:
- USE UM SISTEMA DE BLOQUEIO/ ETIQUETA (LOTO) de acordo com as normas internas da empresa e os requisitos da DSTU EN 1037. Certifique-se de que todas as fontes de energia (elétrica, hidráulica, pneumática) estejam desconectadas e travadas.
- USE SEMPRE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) ADEQUADO: óculos de segurança, luvas dielétricas, roupas de trabalho, calçados de segurança.
- TENHA CUIDADO COM A ENERGIA ARMAZENADA: Capacitores, molas, ar/gás comprimido e pressão hidráulica podem ser perigosos mesmo depois de a energia ser desligada.
- NÃO TRABALHE EM COMPONENTES ELÉTRICOS ELÉTRICOS, a menos que seja absolutamente necessário para o diagnóstico e permitido pelo procedimento. Nestes casos, utilize ferramentas adequadas com cabos isolados e siga rigorosamente as instruções.
- VERIFIQUE SE HÁ SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS: Produtos químicos, líquidos quentes ou gases podem estar presentes na área de operação do sensor.
3. Ferramentas de diagnóstico necessárias
Para um diagnóstico eficaz de leituras instáveis do sensor, são necessárias ferramentas especializadas:
| Nome da ferramenta | Especificação/Modelo (Exemplo) | Faixa de medidas | Objetivo |
|---|---|---|---|
| Multímetro Digital (DMM) | Fluke 179 ou equivalente, com TRMS | Tensão: até 1000 V CA/CC Corrente: até 10 A CA/CC Resistência: até 50 MΩ Condutividade: até 60 nSm |
Meça a tensão de alimentação, a corrente/tensão de saída do sensor, a resistência do cabo, verifique a integridade da fiação e o aterramento. TRMS é fundamental para medições precisas de CA e tensão. |
| Osciloscópio portátil | Fluke ScopeMeter 120B ou Tektronix TBS1000B | Largura de banda: mínimo 20 MHz Frequência de amostragem: mínimo 250 MByb/s |
Visualização da forma de onda do sensor, detecção de ruído, interferência de impulso (EMI/RFI), desvio, contatos instáveis. |
| Medidor de resistência de isolamento (Megôhmetro) | Fluke 1507 ou KYORITSU 3132A | Tensão de teste: 50 V, 100 V, 250 V, 500 V, 1000 V Resistência: até 2 GΩ |
Verificação da integridade do isolamento dos cabos e fiação do sensor. Detecção de degradação do isolamento, fugas de corrente que podem causar instabilidade. |
| Calibrador de Processo (Calibrador de Loop) | Fluke 789 ProcessMeter ou Beamex MC6 | Fonte/Medição: mA (0-24), V (0-30), Ohm, Frequência | Geração e medição de sinais padrão (4-20mA, 0-10V) para verificar a linearidade, precisão e resposta de sensores e transmissores. Emulação de sinal de sensor. |
| Detector EMI/RFI (Analisador Espectral) | Aaronia Spectran V5 ou RF Explorer | Faixa de frequência: de 9 kHz a vários GHz | Identificação de fontes de interferência eletromagnética e de radiofrequência na área de trabalho do sensor, que podem distorcer seu sinal. |
| Câmera de imagem térmica | Flir E6 ou Testo 872 | Faixa de temperatura: de -20°C a +400°C Sensibilidade: 0,06°C |
Detecção de superaquecimento de conexões, terminais, locais de danos nos cabos, o que pode indicar alta resistência de contato ou mau funcionamento elétrico. |
4. Lista de verificação de avaliação inicial
Antes de iniciar um diagnóstico detalhado, execute as seguintes etapas para coletar informações:
| Item | Ação / O que assistir | Registre o resultado |
|---|---|---|
| Data/hora da detecção do problema | Hora exata de início da instabilidade. | |
| Tipo e ID do sensor | Nome, modelo, número de série, tecnologia (ex. RTD Pt100, sensor de pressão 0-10 Bar). | |
| Localização do sensor | Um local específico de instalação no processo tecnológico. | |
| Tipo de conversor (se houver) | Modelo, tipo de sinal (por exemplo, 4-20mA, 0-10V). | |
| Natureza da Instabilidade | Descreva como o problema se manifesta: saltos aleatórios, desvio intermitente, fixação alta/baixa, sensibilidade a fatores externos (hardware ligado). | |
| Termos de Uso | Registrar os parâmetros do processo no momento da avaria (temperatura, pressão, vazão, carga do equipamento). | |
| Condições Ambientais | Avaliar temperatura do ar, umidade, nível de vibração, presença de substâncias agressivas ou água. | |
| Mudanças recentes | Foi realizado algum trabalho (reparos, instalação de novos equipamentos, reencaminhamento de cabos) antes de o problema ocorrer? | |
| Histórico de alarmes/falhas | Verifique os registros do sistema de controle para alarmes anteriores relacionados a este sensor ou equipamento relacionado. | |
| Visão geral | Inspecione o sensor, o cabo, as conexões e as caixas de distribuição quanto a danos visíveis, corrosão, dobras e terminais soltos. |
5. Diagnóstico Sistemático (diagrama de blocos)
Siga esta sequência de etapas para identificar a causa raiz das leituras erráticas:
- SINTOMA: Leitura errática do sensor
- PASSO 1: Inspeção visual e verificação das conexões
- Inspecione o sensor, o cabo, as conexões e as caixas de junção.
- Perguntas: Há danos mecânicos óbvios, corrosão, terminais soltos, dobras no cabo ou vestígios de umidade?
- SE SIM: Vá para CAUSA RAIZ: Degradação do cabo/mau contato (consulte a seção 7.3).
- SE NÃO: vá para o PASSO 2.
- PASSO 2: Verifique a fonte de alimentação do sensor/transdutor
- Usando um multímetro, meça a tensão de alimentação diretamente nos terminais do sensor/transdutor.
- Valores válidos: Atende às especificações do fabricante (por exemplo, 24 V DC ± 5%).
- Pergunta: A tensão de alimentação está estável e dentro da faixa aceitável?
- SE NÃO (instável/fora da faixa): Vá para CAUSA RAIZ: Problemas na fonte de alimentação (fora deste guia, mas considere falha de BV, instabilidade da rede).
- SE SIM: vá para a ETAPA 3.
- PASSO 3: Verificação do aterramento
- Usando um multímetro, meça a resistência entre o invólucro do sensor/transdutor e o ponto de aterramento do painel de controle. A resistência deve ser muito baixa (geralmente inferior a 1 ohm).
- Use um osciloscópio para verificar os potenciais entre o terra e o neutro/corpo.
- Pergunta: O aterramento é sólido, sem alta resistência ou loops de aterramento?
- SE NÃO: Vá para CAUSA RAIZ: Problemas de aterramento (consulte a seção 7.2).
- SE SIM: vá para a ETAPA 4.
- PASSO 4: Verifique a presença de EMI/RFI
- Use um detector EMI/RFI para examinar a área ao redor do sensor e do cabo.
- Observe as leituras do osciloscópio - há ruído de alta frequência no sinal?
- Tente desativar/proteger temporariamente possíveis fontes de interferência (motores, soldagem RF, transmissores de rádio).
- Pergunta: A desativação/proteção de possíveis fontes de interferência reduz a instabilidade?
- SE SIM: Vá para CAUSA RAIZ: INTERFERÊNCIA EMI/RFI (consulte a seção 7.1).
- SE NÃO: vá para o PASSO 5.
- PASSO 5: Verifique a integridade do cabo (isolamento e resistência)
- Desconecte o cabo do sensor e do transdutor. Use um medidor de resistência de isolamento para verificar entre os núcleos e os núcleos da tela.
- Valores permitidos: A resistência de isolamento deve ser > 1 MΩ (DSTU EN 61557-2). Meça a resistência de cada fio com um multímetro.
- Pergunta: A resistência do isolamento é baixa ou a resistência do fio é alta/instável?
- SE SIM: Vá para CAUSA RAIZ: Degradação do cabo (consulte a seção 7.3).
- SE NÃO: vá para o PASSO 6.
- PASSO 6: Diagnóstico do sensor e do transdutor
- Desconecte o sensor do transdutor. Use um calibrador de processo para fornecer um sinal de referência ao transdutor (se ele aceitar entrada direta do sensor).
- Se o sensor tiver uma saída elétrica direta (por exemplo, mV para um termopar, ohms para um RTD), meça-o com um multímetro ou forneça uma entrada de referência.
- Compare a leitura do transdutor ou a saída do sensor com os valores de referência.
- Pergunta: A saída do sensor ou transdutor é irregular/imprecisa com uma entrada estável?
- SE SIM: Vá para CAUSA RAIZ: Falha do sensor/transdutor (consulte a seção 7.4).
- SE NÃO: revise as etapas anteriores ou entre em contato com o suporte técnico do fabricante.
- PASSO 1: Inspeção visual e verificação das conexões
6. Matriz de Avarias e Causas
Esta matriz resume sintomas típicos, causas prováveis e testes de diagnóstico para identificar a fonte de leituras instáveis:
| Sintoma | Causas prováveis (em ordem de probabilidade) | Teste de diagnóstico | Resultado esperado se a causa for confirmada |
|---|---|---|---|
| Saltos/flutuações aleatórias nas leituras, especialmente quando outro equipamento está ligado. | 1. Interferência EMI/RFI 2. Mau contato nas conexões 3. Problemas com aterramento |
Osciloscópio: medindo ruído em um sinal. Detector EMI/RFI: varredura de fonte. Verificando os terminais. | Ruído no oscilograma. Detecção de fontes EMI/RFI. Alta resistência de contato. |
| Desvio lento das leituras, não relacionado à alteração do parâmetro medido. | 1. Degradação do cabo (mudança na resistência/capacitância) 2. Mau funcionamento do conversor (desvio de temperatura) 3. Problemas com aterramento (loops) |
Medidor de resistência de isolamento. Calibrador de processo: verificação da linearidade e estabilidade do transdutor. | Baixa resistência de isolamento do cabo. Desvio do sinal de saída do conversor em uma entrada estável. |
| Leituras constantemente altas/baixas ou nenhum sinal, recuperando periodicamente. | 1. Ruptura/curto-circuito do cabo 2. Falha no sensor/transdutor 3. Mau contato nas conexões |
Multímetro: verificando a integridade do cabo, resistência do sensor. Calibrador de Processo: Verificação de saída do transdutor. | Núcleo quebrado do cabo. Nenhuma resposta do sensor/transdutor à entrada. |
| As leituras mudam quando o cabo está em movimento ou próximo de objetos metálicos. | 1. Danos mecânicos ao cabo 2. Blindagem insuficiente do cabo |
Inspeção visual. "Sondando" o cabo. Osciloscópio: observação de mudanças de sinal. | Detecção de danos no isolamento. Mudança no ruído do sinal durante o movimento. |
7. Análise de causa raiz para cada mau funcionamento
7.1. Interferência EMI/RFI (interferência eletromagnética/de radiofrequência)
Por que isso acontece: os sinais elétricos dos sensores são sensíveis a campos eletromagnéticos externos. As fontes EMI/RFI podem incluir:
- Equipamentos industriais: Grandes motores elétricos, máquinas de solda (especialmente HF), fornos de indução, inversores, conversores de frequência (VFD).
- Transmissores de rádio: telefones celulares, walkie-talkies, redes sem fio, estações retransmissoras de rádio.
- Cabos de alimentação: correm em paralelo ou se cruzam com cabos de sinal, criando orientação indutiva.
Como confirmar:
- Use um osciloscópio para monitorar o sinal do sensor. A presença de ruído de alta frequência ou rajadas correlacionadas com a ativação/desativação de outros equipamentos indica EMI/RFI.
- Use um detector EMI/RFI para localizar a fonte de interferência. Mova o sensor perto de fontes potenciais.
- Desligar temporariamente equipamentos próximos, que possam ser fonte de interferência, e monitorar a estabilização das leituras.
Danos se não corrigidos: Distorção permanente dos dados de medição, alarmes falsos, controle impreciso do processo, que pode levar a falhas, danos ao produto ou até mesmo situações de emergência. O desgaste prematuro dos componentes do sistema de controle é possível devido ao “ruído” constante dos sinais de entrada.
7.2. Problemas com aterramento
Por que isso acontece: O aterramento adequado é fundamental para a estabilidade e segurança dos sistemas eletrônicos. Os problemas incluem:
- Aterramento não confiável: Oxidação de pontos de contato, afrouxamento de conexões parafusadas nas barras de aterramento, resultando em alta resistência.
- Quebra do circuito de aterramento: Desconexão completa do aterramento devido a danos mecânicos ou manutenção inadequada.
- Ground Loops: Criação de múltiplos caminhos para a corrente de terra, resultando na indução de tensões indesejadas nas linhas de sinal. Isso geralmente ocorre quando o equipamento está aterrado em vários pontos com potenciais diferentes.
- Aterramento inadequado das blindagens: A blindagem do cabo está aterrada em ambas as extremidades, criando um loop.
Como confirmar:
- Usando um multímetro, meça a resistência entre o invólucro do sensor, a blindagem do cabo e o barramento de aterramento de proteção (PE). A resistência deve ser a mais baixa possível, geralmente inferior a 1 Ohm (de acordo com DSTU EN 50522 "Aterramento de instalações elétricas com tensão superior a 1 kV em corrente alternada").
- Verifique a integridade do condutor de aterramento visualmente e com um teste de condutividade.
- Use um osciloscópio para detectar potenciais (deslocamento de "terra") ou ruído no circuito de terra.
Dano se não for corrigido: Aumento de ruído nas linhas de sinal, levando a leituras instáveis. Risco potencial de choque elétrico para o pessoal. A eletrônica sensível pode ser danificada por surtos e impulsos que não são dissipados adequadamente.
7.3. Degradação do cabo
Por que isso acontece: Os cabos de sinal são essenciais para uma transmissão precisa de dados. A degradação pode ser causada por:
- Danos mecânicos: fricção, corte, compressão do cabo, o que causa danos ao isolamento ou quebra dos fios.
- Deterioração do isolamento: Envelhecimento do material, exposição a altas temperaturas, radiação ultravioleta, produtos químicos ou ambientes agressivos.
- Entrada de umidade: Água dentro do cabo ou nas conexões pode causar curto-circuitos, alterações na capacitância ou correntes de fuga.
- Dobra e tensão: O estresse mecânico repetido pode levar à falha por fadiga dos núcleos ou da tela.
Como confirmar:
- Uma inspeção visual completa de todo o percurso do cabo, incluindo conexões. Preste atenção à mudança na cor do isolamento, rachaduras, danos ao revestimento externo.
- Use um medidor de resistência de isolamento (megôhmetro) para verificar entre os núcleos e entre os núcleos e a tela/terra. Um valor de resistência de isolamento inferior a 1 MΩ indica degradação (de acordo com DSTU EN 61557-2).
- Usando um multímetro, verifique a integridade de cada núcleo do cabo e meça sua resistência. Resistência excessivamente alta ou instável indica danos.
- Use um TDR para encontrar a localização exata de uma ruptura ou curto em um cabo longo.
Danos se não for corrigido: Perda total de sinal, leituras imprecisas ocasionais ou persistentes, risco de curtos-circuitos que podem danificar o transdutor ou o sistema de controle. Diminuição da confiabilidade do sistema e aumento do tempo de inatividade.
7.4. Diagnóstico do Transmissor e Sensor
Por que isso acontece: Mesmo com condições ideais de cabo e aterramento, o sensor ou transdutor em si pode estar com defeito:
- Envelhecimento dos componentes: Os componentes eletrônicos degradam-se com o tempo, alterando suas características.
- Defeito de fábrica: Defeitos de fabricação que aparecem após determinado período de operação.
- Sobrecarga/Sobrefaixa: operar o sensor fora de seus parâmetros nominais (temperatura, pressão, corrente) pode danificá-lo.
- Contaminação/entupimento: Para sensores de contato (por exemplo, nível, fluxo, alguma temperatura), a contaminação pode impedir fisicamente a medição correta.
- Calibração necessária: desvio ou alteração na sensibilidade do sensor/transdutor ao longo do tempo.
Como confirmar:
- Use um calibrador de processo para fornecer um sinal de entrada conhecido e estável ao transdutor (ou ao próprio sensor, se possível). Observe o sinal de saída do transdutor. Deve ser estável e preciso.
- Compare a leitura do sensor suspeito com um sensor de referência (conhecido como bom) instalado em paralelo ou temporariamente.
- Teste o sensor de acordo com as especificações do fabricante (por exemplo, resistência para RTDs, tensão para termopares, capacitância para sensores capacitivos).
- Inspeção visual do sensor quanto a danos físicos, contaminação ou sinais de superaquecimento.
Danos se não corrigidos: Leituras imprecisas persistentes que levam a ineficiências de processo, gastos excessivos de recursos, redução de qualidade ou até mesmo danos ao produto final. Uma falha completa do sensor pode causar a parada da linha de produção.
8. Procedimentos de remoção passo a passo
8.1. Remoção de interferência EMI/RFI
- Blindagem do cabo: Certifique-se de que todos os cabos de sinal estejam blindados (DSTU EN 50289-1-6). A blindagem deve ser aterrada em uma extremidade, preferencialmente no lado do receptor (painel de controle) para evitar loops de aterramento. Se o cabo passar por áreas com altos níveis de EMI, considere a blindagem dupla.
- Usando anéis de ferrite: Instale anéis de ferrite (indutâncias) nos cabos de sinal o mais próximo possível do sensor e/ou transdutor. A ferrite suprime eficazmente o ruído de alta frequência.
- Separação de cabos: Separe os cabos de sinal dos cabos de alimentação em pelo menos 300 mm. Se o cruzamento for inevitável, eles deverão cruzar em um ângulo de 90 graus para minimizar o acoplamento indutivo.
- Filtragem da fonte de alimentação: instale filtros EMI/RFI nas linhas de energia de dispositivos críticos ou fontes de alimentação de sensores para suprimir ruídos transmitidos pela rede.
- Movimento de fontes de interferência: Se possível, afaste fisicamente fontes de EMI/RFI fortes de sensores sensíveis.
8.2. Solução de problemas de aterramento
- Inspeção e restauração de pontos de aterramento: Inspecione visualmente todos os pontos de aterramento. Limpe da corrosão, garanta um contato firme. Verifique a resistência das conexões.
- Aterramento das blindagens: Certifique-se de que as blindagens dos cabos de sinal estejam aterradas SOMENTE EM UMA EXTREMIDADE. Isto evita a formação de loops de terra.
- Uso de Amplificadores de Isolamento (Isoladores de Sinal): Instale amplificadores de isolamento entre o sensor/transdutor e o sistema de controle. Eles fornecem isolamento galvânico, quebrando loops de aterramento e eliminando ruídos transmitidos pelo solo.
- Verificação da resistência do circuito de aterramento: Com a ajuda de testadores de aterramento especializados (por exemplo, Fluke 1625), verifique a resistência do circuito de aterramento comum, ele deve atender aos requisitos regulamentares (DSTU EN 50522).
8.3. Eliminação da degradação dos cabos
- Substituição de Seções/Cabos Danificados: Quaisquer seções de cabo com isolamento danificado, dobras ou sinais de superaquecimento devem ser substituídas. Recomenda-se substituir todo o cabo em vez de reparar seções individuais para garantir confiabilidade a longo prazo.
- Seleção do cabo adequado: Utilize cabos com tipo de isolamento e revestimento externo adequados, resistentes a ambientes agressivos (produtos químicos, óleos, radiação UV), altas temperaturas e cargas mecânicas (por exemplo, cabos blindados para áreas com risco de danos mecânicos).
- Roteamento correto: Passe os cabos em bandejas de cabos ou conduítes, evitando curvas acentuadas (o raio de curvatura deve atender às especificações do cabo), áreas de tensão e alta vibração. Garanta uma montagem adequada.
- Proteção contra umidade: Use prensa-cabos e conectores à prova d'água com classificação IP (de acordo com DSTU EN 60529), especialmente em condições de alta umidade ou lavagem.
8.4. Diagnóstico e solução de problemas do transmissor e sensor
- Calibração: calibre o sensor e o transdutor de acordo com as instruções do fabricante usando um calibrador de processo. Verifique a linearidade e repetibilidade das leituras. A frequência de calibração deve atender aos requisitos da ISO 10012.
- Limpeza: Para sensores em contato com o meio, limpe o elemento sensor de sujeira, incrustações ou corrosão.
- Substituição: Se a calibração e a limpeza não restaurarem a precisão e a estabilidade, ou se um defeito interno for detectado, substitua o sensor ou transdutor por um novo. Utilize sempre peças originais ou compatíveis que atendam às especificações.
- Verificar configurações: verifique se as configurações de faixa, zero e amplitude no transdutor atendem aos requisitos do processo.
9. Medidas Preventivas
A prevenção é fundamental para manter a estabilidade dos sistemas de medição:
| Causa Raiz | Estratégia de Prevenção | Método de monitoramento | Intervalo recomendado |
|---|---|---|---|
| Obstáculos EMI/RCI | Correto projeto e instalação de rotas de cabos (separação, blindagem, filtros de ferrite). | Medição planejada do nível EMI/RFI em áreas críticas usando um analisador de espectro. Controle oscilográfico de sinais. | Anualmente ou após mudanças significativas na localização dos equipamentos. |
| Problemas com aterramento | Inspeção visual regular e verificação de integridade de todos os pontos de aterramento. Uso de amplificadores isolantes quando necessário. | Medição da resistência de circuitos de aterramento e potenciais de “terra” com auxílio de multímetro/testador de aterramento. | A cada 1-3 anos (dependendo do ambiente) ou durante a manutenção programada. |
| Degradação do cabo | Utilização de cabos especialmente concebidos para condições de funcionamento. Proteção contra danos mecânicos e ambientes agressivos. Colocação correta. | Inspeção visual de rotas de cabos. Medição seletiva da resistência de isolamento de cabos críticos. | Trimestralmente (visualmente), anualmente (medido). |
| Mau funcionamento do sensor/transdutor | Calibração e verificação programadas. Seleção de sensores e transdutores com alta confiabilidade e classe de proteção adequada às condições de operação. Substituição planejada por recurso. | Calibração regular com um calibrador de processo. Análise de tendências das leituras dos sensores no sistema de controle. | A cada 6-12 meses (calibração), conforme recomendação do fabricante (substituição conforme recurso). |
10. Peças sobressalentes e componentes
Para uma solução rápida de problemas, é importante ter peças sobressalentes críticas em estoque:
| Detalhes da descrição | Especificação/Tipo | Quando substituir | Categoria UNITEC |
|---|---|---|---|
| Cabo Blindado (Sinal) | 2, 3 ou 4 núcleos, com blindagem, para condições industriais (por exemplo, LiYCY, NYSLCY). Seção transversal do núcleo: 0,25-1,5 mm². | Quando é detectada degradação do isolamento, danos mecânicos ou ruptura interna. | Cabos e Condutores |
| Anéis de ferrite (estranguladores) | Diâmetro apropriado para o cabo. Tipo de material: para ruídos HF. | Como medida preventiva ou na confirmação de EMI/RCH. | Componentes Eletrônicos |
| Amplificador Isolante (Isolador de Sinal) | Tipo de entrada/saída (por exemplo, entrada/saída 4-20mA). Tensão de alimentação. | Ao confirmar problemas de aterramento que não podem ser resolvidos por outros métodos. | Conversores de sinal |
| Sensor (tipo específico) | Correspondência com o parâmetro medido, faixa, precisão, tipo de sinal. Modelo de sensor. | Ao confirmar um mau funcionamento do sensor, após esgotar outros métodos de recuperação. | Sensores e Sensores |
| Conversor de Sinal (Transmissor) | Tipo de entrada (por exemplo, para RTD, termopar), tipo de saída (4-20mA, 0-10V), faixa. Modelo conversor. | Ao confirmar um mau funcionamento do conversor, após esgotar outros métodos de recuperação. | Conversores de sinal |
| Terminais e Conectores | Tipo adequado (mola, parafuso), secção, material (para ambientes agressivos), classificação IP. | Quando corrosão, enfraquecimento e danos mecânicos são detectados. | Componentes Elétricos |
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11. Links
- DSTU EN 1037: Segurança de máquinas. Prevenção de início inesperado.
- DSTU EN 60529: Graus de proteção fornecidos pelos invólucros (Código IP).
- DSTU EN 61000 (Série): Compatibilidade eletromagnética (EMC).
- DSTU EN 61557-2: Segurança elétrica em sistemas de distribuição de baixa tensão até 1000 V CA e 1500 V CC. Equipamento para testar, medir ou monitorar equipamentos de proteção. Parte 2. Resistência de isolamento.
- DSTU EN 50289-1-6: Cabos de comunicação. Condições técnicas para métodos de teste. Parte 1-6. Compatibilidade eletromagnética. Atenuação da blindagem.
- DSTU EN 50522: Aterramento de instalações elétricas com tensão superior a 1 kV em corrente alternada.
- ISO 10012: Sistemas de gerenciamento de medição. Requisitos para processos de medição e equipamentos de medição.
- Manuais de operação e manutenção de fabricantes de sensores e transdutores.