Armazém Virtual? Já é uma realidade!
Era uma vez, e talvez ainda hoje, em pequenas cidades onde todos se conheciam, já existia uma forma primordial de armazém virtual. Cada família tinha, por assim dizer, uma certa quantidade de alimentos na despensa e se, numa emergência, faltassem dois ovos ou outro óleo, podiam contar com a disponibilidade de algum vizinho prestativo. Se cada família da vila tivesse concebido, absurdamente, um armazém comum de mantimentos, baseado nas reais necessidades de cada um, em horários e movimentos programados, teriam obtido uma otimização dos stocks, a disponibilização de mais espaço em cada casa e uma consequente poupança económica para a comunidade.
Transportando este conceito para o mundo dos negócios e para a... década de 2000, onde os avanços tecnológicos nos surpreendem todos os dias pela velocidade com que se movem, descobrimos que a empresa Unitec desenvolveu uma tecnologia que proporciona um verdadeiro armazém virtual para as empresas.
As coisas funcionam mais ou menos assim: consideramos que diversas empresas, até mesmo concorrentes, utilizam os mesmos itens em sua cadeia produtiva ou vendem produtos similares, podem utilizar um armazém comum que é continuamente monitorado e reabastecido, com estoques controlados, faturas pagas e que a empresa recebe apenas uma fatura por mês por tudo isso.
Qual pode ser a economia? Chega de novos pedidos e estoques superdimensionados ou subdimensionados, chega de confusões de fornecimento, chega de necessidade de controle de estoque, faturas a pagar e recursos humanos distraídos do negócio principal da empresa.
Mesmo na compra de insumos, a possibilidade de negociar compras cumulativas geraria economias significativas.
Se quisermos fazer uma hipótese no prazo de três anos a partir da adoção da plataforma virtual, o armazém não implicaria custos adicionais e poderia constituir uma mais-valia para a venda de material fornecido a outras empresas fabricantes pertencentes à mesma plataforma que dele necessitassem. A adoção do armazém virtual permite, portanto, eliminar despesas de gestão, explorar sinergias negociadas e organizacionais, tirar partido de maiores reduções de preços nas compras, garantir uma melhor disponibilidade de abastecimento com relativa elevação dos padrões de qualidade e reduzir custos estruturais.
A disponibilidade de 100% de um armazém a custo zero é o sonho de todas as empresas.