1. Descrição do Problema e Escopo de Aplicação
O desalinhamento da correia transportadora é uma falha crítica caracterizada pelo desvio da correia em relação ao eixo central do transportador, o que leva ao seu contato com elementos de suporte da estrutura ou estruturas. Esse problema é uma das fontes mais comuns de paradas, danos a equipamentos e perdas de materiais em plantas industriais.
Este manual tem como objetivo diagnosticar e eliminar sistematicamente as causas básicas do desalinhamento da fita, incluindo aquelas relacionadas a:
- Carregamento incorreto de material.
- Defeitos nas conexões de fita (emendas).
- Violação de alinhamento de rolos e tambores.
- Tensão inadequada da fita.
- Acúmulo de material e outros fatores externos.
Esses procedimentos são aplicáveis a uma ampla gama de transportadores de correia utilizados nas indústrias de mineração, metalurgia, cimento, alimentícia, química e outras.
Classificação de Avarias
- Crítico: A correia está em contato constante com a estrutura, causando danos significativos às bordas da correia, risco potencial de incêndio devido ao atrito, risco de danos à estrutura do transportador ou travamento do sistema. Requer parada e intervenção imediata.
- Sério: A correia se sobrepõe periodicamente, resultando em derramamento significativo de material, desgaste acelerado dos rolos, bordas da correia e outros componentes. Requer planejamento de reparos de emergência para evitar falhas críticas.
- Menor: Um desvio pequeno, mas persistente, da correia em relação ao centro, que não causa danos imediatos, mas é um sinal precoce de um problema potencial. Requer monitoramento e inclusão na manutenção programada.
2. Medidas de segurança
AVISO: Antes de realizar qualquer trabalho de diagnóstico ou reparo no sistema transportador, todas as normas de segurança devem ser rigorosamente observadas, em particular DSTU EN 619:2018 (EN 619:2002, IDT), NPAOP 29.2-1.04-07 e regras internas da empresa.
- BLOQUEIO/MARCAÇÃO (LOTO): É necessário desenergizar todas as fontes de energia do transportador (elétrica, hidráulica, pneumática) e aplicar o procedimento de bloqueio/marcação de acordo com a norma DSTU EN 1037:2018. Verifique se não há tensão e energia residual.
- ECONOMIA DE ENERGIA: As correias transportadoras podem ter tensão significativa (especialmente em transportadores grandes) ou usar contrapesos. Certifique-se de que a tensão da correia esteja liberada ou que o sistema de contrapeso esteja travado antes da operação.
- EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI): Use sempre EPI apropriado: óculos de segurança, luvas de segurança, sapatos de segurança, capacete de segurança e roupas de trabalho justas.
- PEÇAS MÓVEIS: Nunca trabalhe perto de peças móveis do transportador sem desligar a energia e aplicar LOTO. A área sob o transportador, os pontos de esmagamento e as áreas de rotação dos rolos são extremamente perigosas.
- QUEDA DE MATERIAL: Tenha cuidado com a possibilidade de queda de material da correia transportadora, especialmente quando ela estiver parada ou ao trabalhar sob a correia transportadora.
3. Ferramentas de diagnóstico necessárias
O diagnóstico preciso do desalinhamento da correia transportadora requer um conjunto de ferramentas especializadas. Certifique-se de que todos os equipamentos sejam certificados e calibrados de acordo com DSTU ISO 9001:2015 para garantir a precisão da medição.
| Ferramenta | Especificação/Modelo | Faixa de medição | Objetivo |
|---|---|---|---|
| Fita métrica/telêmetro a laser | Classe de precisão I (ISO 7729), precisão ±1 mm | Até 30 metros | Medição de distâncias, desvios, verificação de paralelismo e perpendicularidade de elementos transportadores. |
| Alinhador a laser de eixos/tambores | Precisão ±0,01 mm/m | Até 10 metros | Alinhamento preciso dos tambores de acionamento, tensão e deflexão. |
| Inclinômetro/nível digital | Precisão ±0,1° | 0-360° | Medição de ângulos de inclinação de rolos e estruturas de suporte. |
| Medidor de tensão de fita | Mecânico ou eletrônico, para um tipo específico de fita | Depende do modelo, geralmente até 1000N | Verificando a tensão da correia transportadora. |
| Medidor de espessura ultrassônico | Precisão ±0,01 mm | 1-200mm | Medição da espessura da fita para determinar desgaste ou defeitos. |
| Câmera termográfica | Faixa de temperatura -20°C a +350°C, precisão ±2°C | Medição de temperatura de superfície | Detecção de rolos, rolamentos ou zonas de atrito superaquecidos na correia. |
| Analisador de vibração | Faixa de frequência 10 Hz - 10 kHz, precisão ±5% | Velocidade de vibração (mm/s) | Diagnóstico de rolamentos de rolos e tambores, desequilíbrio. Comparação com DSTU ISO 10816-3:2004. |
| Medidor de som | Faixa 30-130 dB, precisão ±1,5 dB | Nível de ruído (dB) | Detecção de ruídos incomuns indicando fricção ou danos mecânicos. |
4. Lista de verificação de avaliação inicial
Antes de iniciar um diagnóstico detalhado, é importante coletar o máximo de informações possível sobre as condições de operação e histórico do transportador. Isso ajudará a diminuir as causas potenciais.
| Item | O que observar/registrar | Valor/Limite |
|---|---|---|
| **Termos de Uso** | A presença de material na fita durante a partida? Qual volume/tipo de material? Velocidade da fita? | Velocidade de operação/marcha lenta, nominal/sobrecarga. |
| **Localização correspondente** | Onde exatamente a fita começa a se sobrepor? Em que área (carga, descarga, ao longo da via, tambores rotativos)? De que lado? | Zona específica (metro/secção), lado esquerdo/direito. |
| **Frequência de Partida** | A coincidência é constante, periódica, aleatória? Em que carga/velocidade? | Constantemente / A cada X minutos / Somente na inicialização / Somente sob carga. |
| **Histórico de serviços** | Quando foi feito o último alinhamento? Trocando a fita? Reparação de emendas? | Data, obras concluídas. |
| **Registro de acidentes/falha** | Você já teve problemas semelhantes antes? Quais foram as soluções? | Registros no sistema TORO, relatórios anteriores. |
| **Visão geral (geral)** | Há danos nas bordas da correia, desgaste significativo nos roletes, acúmulo de material nas estruturas? | Danos > 5 mm, desgaste da borracha > 20%. |
| **Temperatura** | Existem áreas localizadas de superaquecimento na estrutura ou nos rolos onde a fita entra em contato? (Use uma câmera térmica) | Temperatura de contacto > 60°C (perigo potencial de incêndio). Temperatura normal dos rolos < 40°C. |
| **Ruído/Vibração** | Existem ruídos incomuns (rangidos, guinchos) ou vibrações na área de sobreposição? (Use um medidor de nível de som/analisador de vibração) | Nível de ruído > 85 dB, vibração dos rolos > 4,5 mm/s (RMS) - nível de emergência (de acordo com DSTU ISO 10816-3:2004). |
5. Fluxo Sistemático de Diagnóstico
Esse fluxo permite identificar sequencialmente a causa raiz de uma correspondência de fita, passando de sintomas gerais a defeitos específicos.
- **Observação para correspondência de fita:**
- **Sintoma:** A fita corresponde uniformemente em uma direção ao longo de todo o seu comprimento.
- **Verificação:** Alinhamento geral do pipeline.
- **Se o resultado for:** Todo ou grande parte do transportador não está alinhado.
- **Causa provável:** Instalação inadequada do transportador ou afundamento da fundação. Vá para a seção 7.1.
- **Verificação:** Alinhamento geral do pipeline.
- **Sintoma:** A sobreposição da fita está localizada (em uma determinada área).
- **Verificar:** Definir um trecho específico (carga, descarga, ao longo da rota, ramal de retorno).
- **Se resultado:** Correspondência na área de download. Vá para o ponto 2.
- **Se resultado:** Combine na área de descarga/no acionamento ou no tambor tensor. Vá para o ponto 3.
- **Se o resultado:** Uma correspondência em um galho vazio (superior/inferior) ao longo da trilha. Vá para o ponto 4.
- **Se o resultado:** Coincidência de fita que muda a direção do movimento (por exemplo, em formato de “S”). Vá para o ponto 5.
- **Sintoma:** A fita corresponde uniformemente em uma direção ao longo de todo o seu comprimento.
- **Diagnóstico da Área de Carregamento:**
- **Verificação:** Centralidade do carregamento do material.
- **Medição:** Avalie ou meça visualmente a distribuição do material na correia.
- **Se o resultado:** O material é carregado descentralizado, deslocando a fita.
- **Causa provável:** Desalinhamento da bandeja de carregamento ou fluxo irregular de material. Vá para a seção 7.2.
- **Verificar:** Estado dos rodapés e guias.
- **Inspeção:** Verifique os rodapés quanto a desgaste e ângulos corretos.
- **Se resultado:** Rodapés desgastados ou danificados criando arrasto unidirecional.
- **Causa provável:** Desgaste mecânico, instalação inadequada. Vá para a seção 7.3.
- **Verificação:** Centralidade do carregamento do material.
- **Diagnóstico dos tambores de acionamento/tensão:**
- **Verificação:** Alinhamento dos tambores.
- **Medição:** Use um nivelador a laser para verificar se os eixos do tambor estão paralelos. Tolerância: ±1 mm por metro de comprimento do tambor.
- **Se o resultado:** O tambor não está paralelo aos demais ou não é perpendicular ao eixo do transportador.
- **Possível causa:** Afundamento da fundação, deformação da estrutura, instalação inadequada, afrouxamento de fixadores. Vá para a seção 7.4.
- **Inspeção:** Estado dos tambores (conicidade, acúmulo de material).
- **Inspeção:** Verifique se há acúmulo de material, desgaste da camisa e irregularidades na superfície.
- **Se resultado:** Desgaste irregular ou acúmulo de material que altera o diâmetro efetivo do tambor.
- **Causa provável:** Limpeza inadequada da correia, desgaste da camisa. Vá para a seção 7.5.
- **Verificação:** Alinhamento dos tambores.
- **Diagnóstico dos Roletes ao Longo do Percurso:**
- **Verificação:** Alinhamento dos roletes de suporte e giro.
- **Medições:** Use um nível/inclinômetro. Certifique-se de que todos os rolos estejam perpendiculares ao eixo da correia. Tolerância: desvio de ângulo não superior a 0,5°.
- **Se o resultado:** Alguns rolos estão instalados em ângulo ou emperrados.
- **Causa provável:** Instalação incorreta, deformação dos suportes, desgaste dos rolamentos, acúmulo de material. Vá para a seção 7.6.
- **Verifique:** Rotação livre dos rolos.
- **Inspeção/Rolagem Manual:** Certifique-se de que todos os roletes girem livremente.
- **Se Resultado:** Um ou mais rolos estão presos ou giram com alta resistência.
- **Causa provável:** Desgaste do rolamento, danos nos rolos, acúmulo de material. Vá para a seção 7.7.
- **Verificação:** Alinhamento dos roletes de suporte e giro.
- **Diagnóstico de tensão e emenda da fita:**
- **Verificação:** Tensão da fita.
- **Medição:** Use um extensômetro para verificar a tensão. Compare com as recomendações do fabricante (geralmente 1,5-2,5% da resistência à ruptura).
- **Se Resultado:** Tensão excessiva ou insuficiente da correia.
- **Causa provável:** Ajuste incorreto do sistema de tensão, desgaste da correia. Vá para a seção 7.8.
- **Verifique:** Condição da emenda (conexão de fita).
- **Inspeção:** Inspecione visualmente a emenda quanto a distorção, desgaste irregular, delaminação ou deslocamento. Use um medidor de espessura para verificar a uniformidade da espessura em toda a largura da emenda.
- **Se Resultado:** A emenda está irregular, danificada ou apresenta desgaste assimétrico.
- **Possível causa:** Emenda inadequada, envelhecimento do material, danos mecânicos. Vá para a seção 7.9.
- **Verificação:** Tensão da fita.
- **Diagnóstico de acúmulo de material e limpeza:**
- **Inspeção:** Condição dos raspadores e raspadores de correia.
- **Inspeção:** Verifique o desgaste das palhetas do limpador, seu correto encaixe na fita.
- **Se o resultado:** Limpadores gastos ou mal ajustados, causando acúmulo de material nos tambores e rolos.
- **Causa provável:** Falta de manutenção regular dos limpadores, escolha errada do tipo de limpador. Vá para a seção 7.10.
- **Verificar:** Acúmulo de material na estrutura do transportador, rolos, tambores.
- **Visão geral:** Controle visual.
- **Se Resultado:** O material se acumula, criando resistência extra em um lado da fita.
- **Causa provável:** Sistema de limpeza ineficiente, mau design das bandejas, derramamento de material. Vá para a seção 7.11.
- **Inspeção:** Condição dos raspadores e raspadores de correia.
6. Matriz de mau funcionamento-causa
Esta matriz sistematiza as relações entre sintomas observados de incompatibilidade de fita, causas prováveis, testes diagnósticos e resultados esperados.
| Sintoma | Causas prováveis (por probabilidade) | Teste de diagnóstico | Resultado esperado se a causa for confirmada |
|---|---|---|---|
| **A fita continua escorrendo para um lado durante o carregamento.** | 1. Carregamento descentralizado de material. 2. Desgaste ou deslocamento irregular dos rodapés da bandeja de carregamento. |
1. Avaliação visual do carregamento de material em movimento. 2. Inspeção de rodapés de bandejas, medição de folgas. |
1. O material é deslocado X mm do centro. 2. Rodapés desgastados ou faltando folga em um dos lados (ex. > 5mm). |
| **A fita corre para um lado após o acionador ou tambor tensor.** | 1. Alinhamento incorreto do tambor de acionamento/tensão. 2. Acúmulo de material na superfície do tambor (verso). |
1. Alinhador de eixo a laser para verificar o paralelismo do eixo do tambor com o eixo do transportador. 2. Inspeção da superfície do tambor quanto à presença de material grudado após a parada. |
1. Desvio de paralelismo > 1 mm/m. 2. Foram detectadas acumulações significativas de material (por exemplo, uma camada > 10 mm). |
| **A fita corre para um lado no galho livre.** | 1. Rolos irregularmente alinhados ou emperrados do ramal ocioso. 2. Deformação da estrutura do transportador. |
1. Visão geral dos vídeos, rolagem manual. Medição dos ângulos de inclinação dos rolos com um inclinômetro. 2. Medição da geometria do quadro (linearidade, igualdade) com fita métrica e nível. |
1. O(s) rolo(s) não gira(m) ou tem um ângulo > 0,5° em relação à perpendicular da fita. 2. Foi detectada distorção da moldura > 5 mm por 5 m de comprimento. |
| **A fita passa para um lado do ramo de trabalho (entre o carregamento e o descarregamento).** | 1. Rolos de suporte alinhados de maneira desigual ou emperrados. 2. Deformação da estrutura do transportador. 3. Tensão irregular da correia. |
1. Visão geral dos vídeos, rolagem manual. Medição dos ângulos de inclinação dos rolos. 2. Medição da geometria do quadro. 3. Medir a tensão da fita com um extensômetro em vários pontos. |
1. O(s) rolo(s) não gira(m) ou tem um ângulo > 0,5°. 2. Foi detectada distorção da moldura > 5 mm por 5 m. 3. Diferença de tensão > 10% entre os lados. |
| **A fita tem uma correspondência de "S".** | 1. Um defeito de emenda (conexão de fita) irregular ou danificado. 2. Desgaste irregular da fita nas bordas. 3. Tensão da fita muito alta ou muito baixa. |
1. Inspeção visual da emenda. Medir a espessura da emenda com um medidor de espessura. 2. Medindo a largura da fita e suas bordas. 3. Medindo a tensão da fita com um extensômetro. |
1. Deformação da emenda, diferença de espessura > 2 mm. 2. A diferença na largura da fita > 5 mm entre as seções. 3. A tensão está fora da faixa recomendada (por exemplo, < 1,5% ou > 2,5% da resistência à ruptura). |
| **A fita se sobrepõe periodicamente ou "flutua" sem uma direção clara.** | 1. Tensão insuficiente da fita. 2. Reprodução lateral excessiva da fita. 3. Desgaste excessivo da fita nas bordas. |
1. Medir a tensão da fita com um extensômetro. 2. Verificando as folgas laterais entre a fita e a moldura. 3. Inspeção visual das bordas da fita quanto a danos/desgaste. |
1. A tensão está abaixo do recomendado (por exemplo, < 1,5%). 2. Folga lateral > 20 mm (depende do transportador). 3. Desgaste ou danos significativos nas bordas da fita. |
7. Análise das causas raízes de cada mau funcionamento
Compreender a causa raiz é fundamental para resolver eficazmente o conflito e evitar que volte a acontecer. Cada uma das seções a seguir detalha as causas, métodos de confirmação e possíveis consequências.
7.1. Desalinhamento Geral do Transportador ou Subsidência da Fundação
- **Por que isso acontece:** Instalação inicial incorreta do sistema de transporte, deformação das estruturas de suporte ao longo do tempo, assentamento irregular da fundação, influência de cargas dinâmicas externas.
- **Como confirmar:**
- Use um teodolito a laser ou nível óptico para verificar a horizontalidade e linearidade de toda a rota do transportador.
- Meça diagonais e paralelismo em diversas seções do transportador.
- Verifique a verticalidade dos postes de apoio com um inclinômetro.
- **Causas, se não eliminadas:** Sobreposição contínua da correia, desgaste acelerado das bordas da correia, rolos quebrados e seus suportes, deformação da estrutura do transportador, aumento do consumo de energia do mecanismo de acionamento.
7.2. Download descentralizado de materiais
- **Por que isso acontece:** Design ou localização inadequada da bandeja de carregamento, desalinhamento da bandeja, desalinhamento do centro de carregamento devido ao fluxo irregular do material ou desalinhamento da própria esteira sob a bandeja.
- **Como confirmar:**
- Observe visualmente o processo de carregamento do material em movimento.
- Meça a distância do centro da fita até as bordas do material.
- Verifique se a bandeja de carregamento está instalada corretamente em relação ao eixo da esteira.
- **Causas, se não eliminadas:** Pressão unilateral na correia fazendo com que ela se desloque, aumento do desgaste em um lado da correia e dos rolos, derramamento de material, contaminação.
7.3. Desgaste irregular ou deslocamento dos rodapés da bandeja de carregamento
- **Por que isso acontece:** Desgaste mecânico dos rodapés por atrito com o material, escolha incorreta do material de revestimento, afrouxamento dos fixadores do rodapé, cargas de choque.
- **Como confirmar:**
- Inspecione os revestimentos da bandeja de carregamento quanto a desgaste visível, lascas ou rachaduras.
- Meça as lacunas entre as bordas da fita e os rodapés em ambos os lados.
- **Causas, se não corrigidas:** Resistência unidirecional ao movimento da correia, forçando-a a funcionar na direção oposta, danos às bordas da correia, aumento do atrito e do calor.
7.4. Alinhamento incorreto dos tambores de acionamento/tensão
- **Por que isso acontece:** Instalação inadequada, afundamento dos suportes, deformação da carcaça, afrouxamento ou danos nas fixações dos conjuntos de rolamentos dos tambores.
- **Como confirmar:**
- Use um alinhador de eixo a laser para verificar se o eixo do tambor está paralelo ao eixo do transportador. Tolerância: ±1 mm por metro de comprimento do tambor.
- Meça a distância das bordas do tambor até os elementos da estrutura mais próximos em ambos os lados.
- **O que causa, se não for corrigido:** A fita se move constantemente em direção à distância mais curta, causando desgaste nas bordas, aumento de tensão nos rolamentos do tambor e danos ao revestimento do tambor.
7.5. Acúmulo de material ou desgaste irregular da superfície dos tambores
- **Por que isso acontece:** Operação ineficiente dos raspadores de correia, material úmido ou pegajoso grudado na superfície do tambor, desgaste do revestimento do tambor devido ao atrito ou efeito abrasivo do material.
- **Como confirmar:**
- Inspecione a superfície dos tambores quanto a aderência de material ou desgaste irregular visível do revestimento.
- Verifique o desempenho dos limpadores de correia.
- **Causas, se não corrigidas:** Alteração no diâmetro efetivo do tambor em determinado ponto, que cria uma força de tração em um lado da correia, causando sobreposição e danos à correia e ao tambor.
7.6. Suporte ou rolos de retorno desigualmente alinhados
- **Por que isso acontece:** Instalação inadequada, deformação dos suportes dos rolos, afrouxamento dos fixadores, assentamento dos suportes do transportador, cargas de choque.
- **Como confirmar:**
- Use um inclinômetro para verificar o ângulo de inclinação dos eixos dos rolos em relação à perpendicular à direção de deslocamento da correia. Desvio permitido: não mais que 0,5°.
- Inspecione visualmente os suportes dos rolos quanto a deformações.
- **O que causa, se não for eliminado:** Geração de força lateral que desloca a correia, aumento do desgaste das bordas da correia, danos aos roletes e seus rolamentos.
7.7. Rolos emperrados ou girando mal
- **Por que isso acontece:** Desgaste dos rolamentos, sujeira ou umidade nos rolamentos, danos ao rolo, deformação do eixo, acúmulo de material entre o rolo e a estrutura.
- **Como confirmar:**
- **AVISO: LOTO é obrigatório.** Gire manualmente cada rolo. Deve girar livremente sem resistência ou ruído significativo.
- Use uma câmera de imagem térmica para detectar rolos superaquecidos (temperatura da superfície > 40°C durante a operação normal).
- Use um analisador de vibração para medir a vibração dos conjuntos de rolamentos de rolos. Vibração > 4,5 mm/s (RMS) indica desgaste crítico do rolamento (de acordo com DSTU ISO 10816-3:2004).
- **Causas, se não corrigidas:** Fricção da correia contra o rolo estacionário, desgaste acelerado do rolo e da correia, aumento do arrasto, sobreposição da correia, risco potencial de incêndio devido ao superaquecimento.
7.8. Tensão incorreta da fita
- **Por que isso acontece:** Ajuste incorreto do sistema de tensão (parafuso, hidráulico, contrapeso), alongamento natural da correia ao longo do tempo, danos na correia, incompatibilidade do sistema de tensão com as condições de trabalho.
- **Como confirmar:**
- Meça a tensão da correia com um extensômetro em vários pontos dos ramos de trabalho e de marcha lenta.
- Compare os valores medidos com aqueles recomendados pelo fabricante do transportador (geralmente 1,5-2,5% da resistência à ruptura da correia).
- Inspecione o sistema de tensionamento quanto a mau funcionamento (por exemplo, contrapesos presos, vazamentos hidráulicos).
- **Causas, se não corrigidas:** Tensão insuficiente faz com que a fita escorregue no tambor de transmissão, vibre e "flutue" a fita, causando sobreposição. A tensão excessiva leva ao desgaste acelerado da fita, dos rolamentos, ao aumento do consumo de energia e à deformação da estrutura.
7.9. Defeito de emenda (conexão de fita)
- **Por que isso acontece:** Mau desempenho da emenda durante a instalação ou reparo, uso de materiais inadequados, envelhecimento do material da emenda, danos mecânicos à emenda durante a operação, exposição a produtos químicos.
- **Como confirmar:**
- **AVISO: LOTO necessário.** Inspecione cuidadosamente a emenda quanto a irregularidades, delaminação, rachaduras, lascas, desgaste assimétrico.
- Meça a espessura da emenda e a largura da fita em cada lado da emenda. Uma irregularidade de espessura de > 2 mm ou uma diferença de largura de > 5 mm em toda a largura da emenda é crítica.
- **O que causa isso se não for corrigido:** A emenda atua como um mecanismo de cunha, deslocando constantemente a fita para um lado à medida que ela passa. Isso leva ao desgaste acelerado das bordas da fita, tambores, rolos e pode causar a destruição completa da fita.
7.10. Operação ineficiente de limpadores de correia
- **Por que isso acontece:** Desgaste da lâmina do limpador, ajuste inadequado da correia, entupimento do mecanismo do rodo, tipo de rodo inadequado para o material transportado, falta de manutenção regular.
- **Como confirmar:**
- Inspecione as palhetas do limpador quanto a desgaste e verifique se elas se encaixam corretamente na fita.
- Verifique se há acúmulo de material no tambor de acionamento/tensão ou nos rolos após passar pelo limpador.
- **O que causa, se não for eliminado:** Material grudado na superfície dos tambores e rolos, resultando em contato irregular da correia, desalinhamento e danos.
7.11. Acúmulo de material na estrutura do transportador
- **Por que isso acontece:** Derramamento de material devido a revestimentos defeituosos, defeitos na correia, carregamento inadequado, falta de proteções laterais, frequência insuficiente de limpeza, alto teor de umidade do material.
- **Como confirmar:**
- Inspecione visualmente a estrutura do transportador, especialmente sob os rolos e tambores, para ver se há acúmulo de material.
- Verifique as áreas de carga e descarga quanto a derramamentos.
- **O que causa, se não for removido:** O material acumulado cria um arrasto unidirecional na correia, fazendo com que ela se sobreponha. Isso resulta em aumento do atrito, desgaste das bordas da correia, risco de incêndio e falha de componentes.
8. Procedimentos passo a passo para solução de problemas
IMPORTANTE: CERTIFIQUE-SE de aplicar o procedimento Lockout/Tag (LOTO) antes de executar qualquer ação corretiva!
8.1. Correção de desalinhamento geral do transportador
- Aplicar LOTO.
- Use um teodolito a laser para medir com precisão os desvios horizontais e lineares do quadro.
- Com base nas medições, desenvolva um plano de ajuste.
- Nivele as estruturas de suporte usando cunhas, macacos ou outros mecanismos. Desvio horizontal permitido: não mais que ±1 mm por 3 m de comprimento.
- Verifique a fixação de todos os elementos de suporte.
- Após o ajuste, realize um teste de funcionamento sem carga e depois com carga.
8.2. Correção de Carregamento Não Central de Material
- Aplicar LOTO.
- Verifique a posição da bandeja de carregamento.
- Ajuste a posição da bandeja para que o material seja alimentado simetricamente ao centro da esteira. Objetivo: desvio do centro de carga em relação ao eixo da correia não mais que ±10 mm.
- Certifique-se de que o material não exerça pressão unilateral na correia durante o carregamento.
- Verifique a uniformidade do fluxo de material. Ajuste o alimentador conforme necessário.
- Faça um teste com o material, avalie visualmente a centralidade.
8.3. Substituição/ajuste dos rodapés da bandeja de inicialização
- Aplicar LOTO.
- Remova rodapés desgastados ou danificados.
- Instale os novos rodapés, certificando-se de que estejam devidamente alinhados e sem arestas vivas.
- Ajuste os espaços entre os rodapés e as bordas da fita. Folga recomendada: 3-5 mm de cada lado.
- Verifique a confiabilidade da fixação dos rodapés.
- Execute um teste.
8.4. Alinhamento dos Tambores de Acionamento/Tensão
- Aplicar LOTO.
- Use um alinhador de eixo a laser para determinar o ângulo de desalinhamento do tambor.
- Afrouxe a fixação dos conjuntos de rolamentos do tambor de um lado.
- Mova ou gire a unidade de rolamento até que o eixo do tambor fique paralelo ao eixo do transportador com uma tolerância de ±0,5 mm/m.
- Aperte os fixadores do conjunto do rolamento com o torque recomendado (de acordo com o manual do fabricante, por exemplo 150-200 Nm para parafusos M16).
- Faça um teste sem carga, observando o movimento da correia.
8.5. Limpar ou reparar a superfície dos tambores
- Aplicar LOTO.
- **AVISO:** Forneça acesso seguro à bateria.
- Remova todo o acúmulo de material da superfície dos tambores utilizando escovas, raspadores ou outras ferramentas adequadas.
- Inspecione o revestimento do tambor. Se o revestimento estiver significativamente desgastado ou danificado, agende um reparo ou substituição.
- Verifique o funcionamento do sistema de limpeza da correia (Seção 8.10).
- Execute um teste.
8.6. Alinhamento dos rolos de suporte e retorno
- Aplicar LOTO.
- Identifique os clipes que causam a correspondência (conforme diagnóstico na seção 5).
- Afrouxe a fixação dos suportes dos rolos.
- Usando um inclinômetro ou nível, ajuste a posição do rolo para que seu eixo fique perpendicular ao eixo da fita. Desvio permitido: não mais que 0,2°.
- Aperte os suportes. Torque de aperto: 80-100 Nm para parafusos M12.
- Faça um teste enquanto observa o movimento da fita.
8.7. Substituição de rolos emperrados ou com rotação incorreta
- Aplicar LOTO.
- Desmonte o rolo defeituoso, observando a segurança.
- Instale o novo rolo, certificando-se de que ele gire livremente.
- Certifique-se de que os suportes dos rolos estejam instalados nivelados e perpendiculares ao eixo da esteira (Seção 8.6).
- Aperte os fixadores com o torque recomendado.
- Execute um teste.
8.8. Ajuste de tensão da fita
- Aplique LOTO (se o sistema de tensão exigir).
- Meça a tensão atual da fita com um extensômetro.
- Ajuste a estação de tensão (parafuso, hidráulica, contrapeso) para atingir o valor de tensão recomendado pelo fabricante (por exemplo, 1,8-2,0% da resistência à ruptura da fita).
- **CUIDADO:** Ajuste a tensão gradualmente, uniformemente em ambos os lados, para evitar inclinação do tambor.
- Após ajustar a tensão, faça um teste e verifique o alinhamento da fita. Um reajuste pode ser necessário.
8.9. Reparo ou substituição de emenda de fita
- Aplicar LOTO.
- **IMPORTANTE:** O reparo ou substituição de emendas requer habilidades e equipamentos especializados. Se o defeito for significativo, recomenda-se envolver pessoal qualificado.
- Se for uma emenda mecânica, verifique e substitua os elementos danificados. Aperte os fixadores com o torque recomendado.
- Se for uma emenda vulcanizada, assimetria de > 2mm ou danos significativos requerem substituição completa ou reparo profissional.
- Após o reparo/substituição, realize uma inspeção visual completa e meça a espessura/largura da emenda.
- Execute um teste.
8.10. Manutenção e ajuste de limpadores de correia
- Aplicar LOTO.
- Confira os limpadores de fita. Substitua as lâminas gastas.
- Ajuste o encaixe dos limpadores na fita de acordo com as recomendações do fabricante. Garanta um contato uniforme e firme em toda a largura da correia.
- Verifique a eficiência dos mecanismos de tensionamento dos limpadores.
- Faça um teste para ver se a limpeza funciona bem.
8.11. Limpando a Estrutura do Transportador de Material Acumulado
- Aplicar LOTO.
- **AVISO:** Use EPI apropriado (luvas, óculos de proteção) e métodos de limpeza seguros (escovas, pás).
- Remova cuidadosamente todo o material acumulado na estrutura do transportador, rolos, tambores e outros elementos.
- Identifique a origem do derramamento de material e elimine-o (por exemplo, ajuste os rodapés, repare a fita).
- Verifique regularmente a limpeza do transportador.
9. Medidas Preventivas
A manutenção regular e medidas proativas são essenciais para evitar o desalinhamento da correia e garantir uma operação confiável do transportador.
| A causa raiz | Estratégia de Prevenção | Método de monitoramento | Intervalo recomendado |
|---|---|---|---|
| Desalinhamento geral do transportador | Instalação precisa e verificação regular da geometria da estrutura. | Medição a laser da geometria do transportador. | Uma vez a cada 12-24 meses (ou após reparos/impactos significativos). |
| Carregamento descentralizado de materiais | Otimização do design da bandeja de carregamento e do fluxo de material. | Controle visual de carregamento em movimento. | Diariamente (operador), semanalmente (manutenção). |
| Desgaste/deslocamento irregular dos rodapés | Seleção de rodapés fortes, instalação correta, inspeção regular. | Inspeção visual, medição de lacunas. | Mensalmente (ou com maior frequência dependendo da abrasividade do material). |
| Alinhamento incorreto do tambor | Alinhamento preciso do laser durante a instalação e manutenção de rotina. | Alinhador de eixo a laser. | Uma vez a cada 6-12 meses (ou após a substituição dos tambores/rolamentos). |
| Acúmulo de material em tambores | Uso de produtos de limpeza eficazes, limpeza regular dos tambores. | Inspeção visual, controle de produtos de limpeza. | Diariamente (operador), semanalmente (manutenção). |
| Rolos alinhados de maneira desigual | Instalação de alta qualidade, controle periódico do ângulo de inclinação dos rolos. | Inclinômetro, inspeção visual. | Uma vez a cada 3-6 meses (ou após a substituição dos rolos). |
| Rolos emperrados/com má rotação | Lubrificação regular de rolamentos, substituição de rolos desgastados. | Rolagem manual (LOTO), termografia, análise de vibração. | Mensalmente (visual), uma vez a cada 3-6 meses (termografia/vibração). |
| Tensão incorreta da fita | Ajuste correto do sistema de tensão, controle periódico. | Medidor de tensão de fita. | Uma vez a cada 1-3 meses (ou após substituir a fita). |
| Defeito na emenda da fita | Execução de emendas de alta qualidade, inspeção regular, uso de elementos de proteção. | Inspeção visual, medidor de espessura ultrassônico. | Mensalmente (visual), uma vez a cada 6 a 12 meses (revisão detalhada). |
| Acúmulo de material na moldura | Limpeza sistemática, eliminação de fontes de derramamento. | Inspeção visual de limpeza. | Diariamente/semanalmente. |
10. Peças sobressalentes e componentes
É fundamental ter disponíveis as peças sobressalentes necessárias para garantir o bom funcionamento e a rápida eliminação de sobreposições da correia transportadora. UNITEC-D GmbH oferece uma ampla gama de componentes de alta qualidade que atendem aos padrões CE e UkrSEPRO.
| Detalhes da descrição | Especificação | Quando substituir | Categoria UNITEC |
|---|---|---|---|
| Rolos de suporte/retorno | Diâmetro, comprimento, tipo de rolamento (por exemplo, 89x300 mm, 2RS) | Em caso de emperramento, desgaste excessivo dos rolamentos (vibração > 4,5 mm/s), deformação da carcaça. | Rolos transportadores |
| Rolamentos para rolos/tambores | Tipo, tamanho (por exemplo, 6205 2RS C3) | Com ruído, superaquecimento (> 40°C), aumento de vibração. | Rolamentos |
| Limpadores de fita (raspadores) | Tipo de lâmina (poliuretano, metal duro), largura | Com desgaste da lâmina > 20%, limpeza ineficaz. | Limpadores de fita |
| Forro de bandejas de carregamento | Material (poliuretano, cerâmica), espessura, tamanho | Com desgaste significativo (> 50% da espessura), danos que afetam o escoamento do material. | Forro |
| Elementos de emendas mecânicas | Tipo de conexão (por exemplo, Alligator, Flexco), tamanho | Em caso de deformação, ruptura, desgaste excessivo, assimetria da ligação. | Conectando fitas |
| Revestimento de tambores de acionamento/tensão | Tipo (borracha, cerâmica), espessura, perfil (losango, liso) | Com desgaste > 20% da espessura, descascamento, desgaste irregular. | Forro |
| Sensores de coincidência de fita | Tipo (contato, sem contato), sensibilidade | Em caso de mau funcionamento, falsos arranques frequentes. | Sensores e Automação |
Visite nosso Catalogo eletrônico UNITEC-D para solicitar e visualizar a linha completa de peças de reposição e componentes.
11. Links
- DSTU EN 619:2018 (EN 619:2002, IDT) – Equipamentos para transporte contínuo. Requisitos de segurança e compatibilidade eletromagnética (EMC)
- DSTU EN 1037:2018 (EN 1037:1995 + A1:2008, IDT) – Segurança de máquinas. Prevenção de início inesperado.
- DSTU ISO 9001:2015 – Sistemas de gestão da qualidade. Requisitos
- DSTU ISO 10816-3:2004 – Vibração. Avaliação da vibração da máquina com base nos resultados de medições em peças estacionárias. Parte 3. Máquinas industriais com potência nominal superior a 15 kW, velocidade nominal de 120 a 15.000 rpm.
- NPAOP 29.2-1.04-07 – Normas de segurança no trabalho para operação de gruas, dispositivos de elevação e equipamentos relacionados.
- Manuais de operação e manutenção de fabricantes de sistemas de transporte (OEM).
- Normas internas de segurança e operação do empreendimento.