Título da página: Compras eletrônicas: produtos, serviços e soluções
Conteúdo traduzido:
Cobertura de compras eletrônicas
As aplicações de comércio eletrônico estão cada vez mais focadas nas próprias transações comerciais, ajudando não só quem vende, mas também quem compra. Todas as empresas só podem beneficiar das mesmas vantagens das ferramentas de e-procurement.
Depois das grandes ondas do comércio eletrónico Business-to-Consumer (B2C) e do comércio online, a aplicação Internet que mais se tem falado nos últimos meses é o e-procurement, ou seja, a gestão integrada dos fornecimentos de uma empresa através da Internet, com três objetivos principais:
- tornar o processo de compra de fornecedores mais eficiente, reduzindo etapas burocráticas intermediárias e automatizando parcial ou totalmente os pagamentos.
- encontre as ofertas mais vantajosas e selecione os fornecedores consultando os catálogos eletrónicos nos próprios sites dos fornecedores ou nos mercados eletrónicos denominados e-marketplaces.
- organizar licitações e leilões eletrônicos para suprimentos de alto valor.
Na maioria das organizações, as atividades de compras são normalmente gerenciadas por telefone, fax, correio, e-mail ou EDI, com uma combinação de atividades manuais e automatizadas, em grande parte dependentes das capacidades tecnológicas do cliente e do fornecedor. As aplicações de e-procurement visam apoiar, automatizar e agilizar as atividades relacionadas com os processos de compras. Em sentido lato, a contratação pública eletrónica é qualquer atividade relacionada com compras, efetuada através da Internet, tanto por consumidores particulares como por empresas: desde a utilização do correio eletrónico para solicitar e enviar ofertas até à utilização de motores de pesquisa especializados na pesquisa de produtos e comparação de preços, até aos leilões eletrónicos entre consumidores. A rigor, falamos de e-procurement business-to-business quando uma organização integra todo o processo de compra através da Internet com uma infra-estrutura informática adequada, com o objectivo de automatizar completamente o “ciclo passivo”. Por outras palavras, o interesse empresarial no e-procurement baseia-se no facto de as empresas primeiro automatizarem o "ciclo ativo" (vendas, produção, faturação) com sistemas de TI e ERP tradicionais, depois experimentarem o comércio eletrónico, antes de voltarem a sua atenção para o "ciclo de suporte" com aplicações de CRM e, finalmente, focarem-se no "ciclo passivo", que inclui:
- Busca informações úteis para escolher o produto ou serviço a adquirir (Inteligência de Mercado).
- Assistência na preparação de pedidos de orçamento e concursos.
- Auxílio no processo de comparação de ofertas e seleção de fornecedor e produto.
- Criando o pedido.
- Aprovação de pedidos e controles internos relacionados (competências da empresa, orçamento, padrões e possíveis restrições estabelecidas pelo sistema de qualidade).
- Envio do pedido ao fornecedor.
- Recebimento da fatura, pagamento, contabilização e fechamento da transação.
Atualmente, poucas empresas no mundo automatizaram completamente o ciclo passivo, enquanto muitos departamentos de compras fazem uso extensivo da Internet na fase de Inteligência de Mercado (busca de informações e consulta de catálogos eletrônicos).
Uma melhor gestão de abastecimento, a redução do número de erros que ocorrem na gestão de encomendas, a poupança no custo dos bens adquiridos, a possibilidade de planear de forma otimizada a gestão da própria cadeia de abastecimento, o acompanhamento das encomendas em tempo real, a redução dos tempos de gestão, constituem as principais vantagens do e-procurement, às quais se somam outras vantagens colaterais, como a redução do chamado "efeito dissidente" (por isso, para escapar a procedimentos burocráticos rígidos, preferimos fazer certas compras diretamente, solicitando o reembolso de vários custos, de modo que em média 30% dos itens "indiretos" são adquiridos desta forma) e o fato de ter automaticamente uma grande quantidade de dados estatísticos (prazos de entrega, reduções de preços, economias em comparação com ofertas de outros fornecedores).
A possibilidade também de configurar um produto através de um programa configurador ou de um sistema especialista e enviar encomendas online constitui uma grande vantagem tanto para o fornecedor como para o cliente em termos de prazos e custos.
Com adaptações adequadas no sistema de TI e nos procedimentos de negócios, uma empresa de médio porte pode obter economias entre 3 e 10% do faturamento.
Para as multinacionais, as poupanças podem chegar a centenas de milhares de milhões. A economia concentra-se principalmente em ativos indiretos, como laptops e redes, telefones, software, diversos materiais de escritório, serviços que não dizem respeito diretamente aos ciclos produtivos, e não em compras diretas (matérias-primas e produtos semiacabados).
Estudos de algumas grandes empresas realizados pela Price Waterhouse Coopers e pelo Gartner Group mostram que 75% das faturas pagas pelas empresas são para itens que custam menos de US$ 1.000; o custo interno (despesas gerais) de aquisição de um produto de US$ 5 é igual ao de itens de US$ 5.000; uma compra média através de processos tradicionais envolve em média 22 operações, dura 15 dias e tem um custo interno entre 35 e 80 dólares (às vezes ultrapassando os 300 dólares). Uma solução de e-procurement envolve apenas 12 operações, requer poucas horas e custa entre US$ 5 e US$ 10.
Além das vantagens econômicas e produtivas, os processos de compra tornam-se mais controláveis e as possibilidades de erros diminuem.
Muitas empresas americanas e alemãs que introduziram sistemas de contratação eletrónica relatam ter recuperado os seus investimentos em menos de doze meses.
Nos Estados Unidos, o e-procurement é adotado por 25% das empresas e estima-se que em 2001 esse percentual chegue a 40%.
As empresas menores que desejam automatizar o ciclo passivo podem recorrer a estruturas externas que diversas empresas operam para esse fim, atuando como cooperativas de compras e empresas de serviços.
Neste caso, o operador externo gere o catálogo e estrutura-se como um fornecedor subcontratado de e-procurement, segundo um modelo de negócio intermédio entre um sistema de e-procurement e um e-marketplace.
Um exemplo europeu significativo é a alemã Unitec Gmbh, também presente em Itália, que constitui uma das primeiras experiências de externalização completa da função de abastecimento, logística e gestão de armazéns para empresas de natureza essencialmente industrial.